O que começou como uma tentativa de agradar um novo namorado quase terminou em tragédia para a adolescente de 16 anos, Isabelle Troncao. No intuito de agradar o novo namorado, começou a fumar cigarro eletrônico, o famoso vape.
“Era uma atividade social e para impressionar o cara com quem eu estava”, contou Isabelle. Entretanto, poucos dias depois, os primeiros sinais de que algo estava errado começaram a surgir. O que parecia uma simples dor de garganta evoluiu rapidamente. A princípio, um médico diagnosticou o mal-estar como gripe e recomendou apenas repouso. Mas os sintomas se agravaram de forma assustadora.


“O vape fazia a minha garganta arder. Eu estava com tanta dor que parecia que eu queria respirar, mas não conseguia inspirar profundamente. Eu não conseguia me levantar para ir ao banheiro e não conseguia ficar acordada”, relatou a adolescente.
Encaminhada às pressas para um hospital, Isabelle foi diagnosticada com: Síndrome de Lemierre, uma infecção bacteriana grave e rara, que se iniciou na garganta. Os médicos indicaram que o uso do cigarro eletrônico facilitou o acúmulo de bactérias no organismo da jovem.
Quase morte
Durante a internação, ela precisou passar por uma cirurgia para drenar cerca de um litro de líquido dos pulmões. Além disso, foi identificada a presença de coágulos sanguíneos na garganta, no pulmão e no braço esquerdo. Isabelle permaneceu hospitalizada por um mês. “Foi horrível, eu estava com ela todas as noites no hospital. A pior sensação era ouvir alguém dizer que não sabia se ela ia sobreviver, foi muito difícil”, desabafou a mãe da adolescente, Francesca Lombardo.
“Disseram-me que, se eu tivesse chegado ao hospital algumas horas depois naquele dia, teria morrido. Ninguém deveria usar cigarros eletrônicos, estão deixando muitas pessoas doentes”, pontuou Isabelle.
