No domingo, 29 de julho, o grande aiatolá Naser Makarem Shirazi, líder xiita de 98 anos e uma das figuras mais influentes do Irã, emitiu uma fatwa (decreto religioso) solicitando que o ex-presidente norte-americano Donald Trump seja crucificado. A decisão aconteceu após as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, nas quais sugeriu conhecer o paradeiro do aiatolá Ali Khamenei e admitiu que poderia ordenar sua morte, embora tenha afirmado que “pelo menos não por enquanto” tomaria tal atitude.
A declaração de Trump ocorreu no mês anterior, após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar que a morte do líder supremo iraniano não “aumentaria o conflito”, mas sim “o poria fim”. O episódio agravou as tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos, que enfrentaram um embate de 12 dias. Em resposta, o líder da República Islâmica conclamou a população iraniana a agir contra Trump, a quem classificou como “inimigo de Deus”. Ele pediu que os cidadãos façam o ex-presidente norte-americano “se arrepender de suas ações”.




Ameaças
De acordo com relatos, o clérigo Abdolmajid Kharahaani, conhecido por sua postura radical, teria iniciado uma campanha de arrecadação de fundos para financiar o assassinato de Trump e Netanyahu. Conforme determina a sharia, a legislação islâmica, punições severas como a tortura, a amputação de membros e a crucificação seriam aplicadas aos considerados culpados por crimes graves.
Autoridades norte-americanas expressaram preocupação com as possíveis consequências dessas declarações e alertaram para o risco de atentados. Há indícios de que membros do alto escalão iraniano estejam mantendo contatos com indivíduos radicados tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, o que eleva o nível de alerta para a possibilidade de ações terroristas.
Diante da gravidade da situação, líderes políticos dos Estados Unidos defenderam medidas imediatas contra os responsáveis iranianos. “O governo dos EUA e seus aliados devem sancionar imediatamente o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, seu filho Mojtaba Khamenei e Makarem Shirazi como terroristas globais especialmente designados”, disseram, em declaração ao jornal Sun, Jeb Bush, ex-governador da Flórida, Mark D. Wallace, ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU e ex-CEO da United Against Nuclear Iran, e o deputado Tom Tugendhat.
