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Assessor de Trump providenciou jato para Flávio fugir para os EUA, diz NYT

Assessor de Trump providenciou jato para Flávio fugir para os EUA, diz NYT

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a entrada temporária do senador Flávio Bolsonaro (PL) no território norte-americano. Segundo informações publicadas pelo The New York Times, um integrante da Casa Branca também teria ajudado a viabilizar a viagem, inclusive com a disponibilização de um jato particular. O jornal afirmou ter ouvido autoridades dos Estados Unidos que falaram sob condição de anonimato.

De acordo com a reportagem, o auxílio teria sido oferecido por Jason Miller, integrante da equipe de comunicação da Casa Branca. Flávio Bolsonaro e familiares entraram nos Estados Unidos por meio do chamado “parole”, instrumento que permite a permanência provisória de estrangeiros no país em situações consideradas de interesse público ou diante de razões humanitárias urgentes.

Trump teria concedido ao senador uma autorização temporária para permanecer nos Estados Unidos. Conforme o jornal, Flávio “provavelmente terá uma residência permanente assegurada posteriormente”.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou ao The New York Times que Flávio e os familiares que estavam com ele foram submetidos à inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras. Após o procedimento, todos foram liberados.

Uma autoridade norte-americana também afirmou que o senador deverá solicitar posteriormente o green card, documento que permite a residência permanente nos Estados Unidos. O processo, segundo essa fonte, poderá receber tratamento acelerado, a exemplo do que ocorreu com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão mais novo de Flávio, que conseguiu a residência permanente em julho deste ano.

Passaporte diplomático e investigações no Brasil

A análise de registros públicos do governo dos Estados Unidos levou o jornal a apontar indícios de que Flávio Bolsonaro teria apresentado, na entrada do país, um passaporte diplomático brasileiro que já havia sido cancelado.

Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal determinou que o senador entregasse seus passaportes no prazo de 24 horas. A medida foi tomada em meio a investigações envolvendo os vínculos de Flávio com o advogado brasileiro Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro em um esquema relacionado a jogos de azar on-line.

O senador também é alvo de apurações sobre a captação de recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro, seu pai e ex-presidente da República. Parte dos valores teria sido atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro, que também é investigado em um amplo caso de corrupção.

Como Flávio não apresentou os documentos até a manhã de terça-feira (27/10), as autoridades brasileiras cancelaram os passaportes e emitiram um alerta migratório com o objetivo de impedir sua saída do território nacional, conforme relatado pelo jornal.

A Polícia Federal informou que não possui registro oficial da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. A corporação disse ainda que apura as circunstâncias da viagem e a possibilidade de descumprimento de determinações judiciais.

A PF destacou, entretanto, que o cancelamento de documentos e eventuais restrições de circulação não fazem com que uma pessoa seja automaticamente considerada foragida. Segundo a corporação, essas medidas também não são suficientes, por si mesmas, para justificar uma prisão.

alfinetei

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