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Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão por acidente com Porsche

Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão por acidente com Porsche

O empresário Fernando Sastre foi condenado nesta quinta-feira (29/10) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a 14 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio com dolo eventual pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. O acidente aconteceu na noite de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste da capital paulista.

Além da condenação pelo homicídio, Sastre recebeu uma pena adicional de 2 anos, 5 meses e 10 dias por lesão corporal gravíssima contra Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo que estava no Porsche e ficou gravemente ferido na colisão. Com as duas condenações, a pena total chega a 17 anos, um mês e 10 dias de reclusão.

Julgamento terminou com réu usando uniforme de presidiário

A decisão dos jurados ocorreu no fim da noite de quinta-feira. Antes de voltar ao plenário, Sastre deixou as roupas que usava durante o julgamento e passou a vestir o uniforme destinado aos presos. Ele permaneceu em silêncio enquanto a sentença era lida.

Familiares do empresário demonstraram surpresa e decepção com o tamanho da pena. Para Lucas Morais da Silva, filho mais velho de Ornaldo, o resultado representou uma vitória para a família. “A justiça foi feita”.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) havia solicitado a condenação de Sastre por homicídio qualificado por dolo eventual e lesão corporal também por dolo eventual. A acusação pediu ainda o aumento da pena com base no histórico de infrações de trânsito do empresário, que já havia tido a carteira de habilitação suspensa após ser flagrado participando de um racha na Avenida Paulista.

A defesa reconheceu a ocorrência do homicídio, mas contestou a existência de intenção de matar. Durante sua argumentação, o advogado Eugênio Malavasi afirmou que Sastre foi “imprudente” ao dirigir em alta velocidade depois de consumir bebida alcoólica, mas sustentou que ele “jamais teve a intenção de matar Ornaldo ou ferir o melhor amigo Marcus”.

Durante o depoimento prestado antes da sentença, Sastre admitiu pela primeira vez que havia consumido bebida alcoólica antes de assumir a direção do Porsche envolvido no acidente que matou o motorista de aplicativo.

Antes de relatar a sequência dos acontecimentos daquela noite, o empresário disse estar arrependido de ter consumido um drink em um restaurante antes de seguir para uma partida de pôquer com amigos.

“Eu sofri muito e ainda sofro todos os dias. Tenho muita vergonha e arrependimento. Eu nunca saí de casa para causar um acidente. Ninguém precisava passar por isso”, declara Sastre.

Questionado pelo promotor de Justiça sobre a possibilidade de ter ingerido álcool também na casa de jogos, Sastre negou. Ele afirmou ainda que sabia que não deveria dirigir em alta velocidade após consumir bebida alcoólica.

alfinetei

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