No domingo (31/8), uma estudante universitária e líder de torcida da Universidade de Kentucky, Laken Ashlee Snelling, de 21 anos, foi presa acusada de manter o corpo de um bebê morto em um armário, enrolado em uma toalha e dentro de um saco de lixo. As autoridades afirmaram que a jovem teria tentado esconder o nascimento do filho.
A estudante enfrenta acusações de abuso de cadáver, adulteração de evidências e ocultação de nascimento de bebê. Segundo os policiais envolvidos, o corpo do recém-nascido estava “enrolado em uma toalha dentro de um saco de lixo preto”.


Tentativa de ocultação e investigação
Durante as investigações, Laken admitiu que havia dado à luz e, em seguida, tentou encobrir o ocorrido “limpando quaisquer evidências, colocando todos os materiais de limpeza utilizados dentro de um saco de lixo preto, incluindo o bebê”, informaram as autoridades. Até o momento, a causa da morte da criança não foi divulgada.
O caso chamou atenção nas redes sociais, já que meses antes do ocorrido Laken publicou um vídeo no TikTok afirmando que uma de suas “metas” era ter um filho, além de mencionar o desejo de se casar e ter uma casa própria. Fotos compartilhadas mostravam a jovem com um suposto namorado, com as mãos sobre a barriga, levantando especulações sobre uma possível gravidez. Muitos internautas questionam se ela teria “mudado de ideia” após o parto.
Laken segue detida enquanto a polícia investiga a causa da morte para concluir o indiciamento. A jovem é natural de White Pine, no Tennessee, e cursava Estudos Interdisciplinares sobre Deficiência.
O caso ocorre em um contexto legal restritivo: o Kentucky é um dos estados norte-americanos com legislações mais rigorosas contra o aborto. A prática é quase totalmente proibida, sem exceções em casos de estupro ou incesto, e só é permitida quando há “risco substancial de morte” ou “comprometimento grave e permanente de um órgão vital” da gestante.
