Na última segunda-feira (14/07), a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um relatório solicitando a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete membros do “núcleo 1” da ação penal que investiga o planejamento de um golpe de Estado no Brasil.
A última manifestação da acusação antes do julgamento do mérito é o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que consolida todas as provas coletadas ao longo das etapas anteriores da investigação.




“Estou com 70 anos de idade, cheio de problemas de saúde. Como eu vou para outro país?”, disse Bolsonaro quando questionado sobre a possibilidade de deixar o Brasil. O ex-presidente passou pela sétima cirurgia em abril, em decorrência da facada que levou em 2018, durante campanha eleitoral.
Questionado durante entrevista ao Poder360 nesta terça-feira, 15, se considera a hipótese de ser preso, Bolsonaro disse que “tudo pode acontecer”.
Ele voltou a afirmar que, “solto ou preso”, é “um problema”, e que não querem prendê-lo, mas “eliminá-lo”. Réu por golpe de Estado no Supremo, o ex-presidente já havia afirmado nesta segunda-feira, 14, que “o sistema” quer “destruí-lo por completo”.
Condenação
No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação do ex-presidente e de sete aliados que integram o “núcleo crucial” do plano de golpe de Estado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro liderou as articulações golpistas e a ruptura democrática só não se concretizou por “fidelidade” do Exército e da Força Aérea Brasileira.
