Neste sábado (22), relatório produzido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal apontou que Jair Bolsonaro informou à Polícia Federal ter utilizado “solda para tentar abrir o equipamento” ao ser questionado sobre danos identificados na tornozeleira eletrônica. As informações são do UOL.
Segundo o documento, agentes identificaram marcas extensas de queimadura ao redor do case, incompatíveis com a justificativa inicial de impacto em uma escada.



O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica registrou alerta de violação às 00h07, acionando equipe posicionada nas imediações da residência monitorada. Após autorização para entrada, os policiais conduziram a verificação em área com iluminação adequada. A pulseira da tornozeleira não apresentava danos, mas o dispositivo, de número de série 85916, precisou ser substituído pelo equipamento 85903, instalado após testes de funcionamento.
Vídeo divulgado pela Seape mostra parte do diálogo durante a inspeção. Em trecho reproduzido no relatório, o agente pergunta: “O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?” e ouve como resposta: “Coloquei ferro quente.” Questionado sobre o tipo de instrumento, Bolsonaro afirma: “Ferro de soldar.” Ao ser indagado sobre o horário da ação, responde: “Final da tarde.”
Prisão preventiva foi autorizada por Alexandre de Moraes
A decisão que levou à detenção preventiva determinou o encaminhamento de Jair Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A medida será submetida a referendo da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em sessão marcada para segunda-feira, das 8h às 20h. A cautelar não corresponde ao início da execução da pena de 27 anos e três meses definida no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. A defesa tem prazo até 23h59 da próxima segunda-feira para apresentar contestação à condenação.
A Polícia Federal solicitou a prisão com base em risco de fuga e em movimentação convocada por Flávio Bolsonaro para vigílias em frente ao condomínio. A corporação avaliou que a mobilização poderia gerar aglomeração e criar condições favoráveis à evasão. A decisão descreveu preocupação com a “garantia da ordem pública com risco de aglomeração e para o próprio preso”.
Veja o vídeo:
