Uma caixa d’água instalada no topo de um edifício de cinco andares se rompeu na madrugada desta quarta-feira (4/03), na Rua Guadalajara, no bairro Santa Cecília, em Vitória, e provocou danos em residências próximas. Apesar do susto, não houve feridos, mas moradores relataram prejuízos materiais e interrupção no fornecimento de água. As informações são do g1 ES.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que partes da estrutura se desprenderam por volta das 4h48 e atingiram a via pública e construções vizinhas. Imagens feitas por moradores mostram água e esgoto retornando por encanamentos internos logo após o estrondo.


Moradores relatam prejuízos e órgãos apuram causas
No prédio onde ocorreu o rompimento, um apartamento do primeiro andar ficou completamente alagado. Leandro Santos relatou que despertou com o barulho e descreveu a situação enfrentada dentro do imóvel. “Acordei com o prédio tremendo, parecia um terremoto. Eu tive a impressão de que o prédio estava desmoronando. Vi água no chão e percebi que estava retornando o esgoto pela privada, em torno de um metro e meio. No corredor, era uma cachoeira. Inundou o apartamento todo”, contou.
Residências ao lado também sofreram impactos. Em uma delas, parte da cobertura cedeu sobre um quarto, o que levou à retirada de móveis para a área externa. Duas irmãs que vivem no local afirmaram que a mudança para a casa ocorreu há menos de três meses e que os bens adquiridos recentemente foram danificados. “Cama, geladeira, sofá, mesa, todos os colchões, todos os nossos móveis. Tudo nosso quebrou. Agora vamos ver o que o dono vai fazer para ressarcir a gente”, declarou uma das moradoras.
Uma professora que reside nas proximidades descreveu a intensidade do barulho. “Muito alto. Muito, você não tem ideia. É porque eu tô muito próxima e meu quarto é aqui em frente. Não imaginei que fosse lá de cima”, afirmou Joseni Nogueira.
Equipes da Defesa Civil estiveram no endereço durante a manhã para avaliar os danos estruturais e investigar as causas do rompimento. Técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo realizaram vistoria e apontaram sinais de deterioração na estrutura. “Nós viemos com uma equipe multidisciplinar e durante a vistoria nós observamos que existia muito aço em corrosão. De fato é uma falta de manutenção, porque quando o o aço entra em corrosão, automaticamente aparece algumas trincas, algumas rachaduras”, explicou o chefe de fiscalização do Crea, Leonardo Leal.
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