O caso da morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, ganhou novos contornos fora da investigação policial. O porteiro que denunciou a ação de adolescentes na região da Praia Brava resolveu se pronunciar publicamente após passar a ser alvo de ataques e julgamentos nas redes sociais por conta de sua atitude.
Em entrevista ao Portal Leo Dias, o vigilante — que optou por manter a identidade em sigilo — contou que a repercussão da denúncia ultrapassou os limites do esperado e acabou atingindo sua vida pessoal. Segundo ele, a exposição trouxe comentários agressivos e acusações que o marcaram emocionalmente.
“Sou o porteiro que identificou adolescentes fazendo arruaça no bairro da Praia Brava. Presenciei vandalismo, ofensas e humilhações direcionadas a mim, com ataques pessoais que me marcaram profundamente”, declarou.




Denúncia feita por dever, não por vingança
O porteiro reforçou que sua decisão foi motivada apenas pelo senso de responsabilidade. Ele afirmou que, ao perceber a situação, optou por avisar outros profissionais da área para evitar que episódios semelhantes se repetissem.
“Ainda assim, fiz apenas o que achei correto: alertei outros vigilantes para que todos ficassem atentos”, explicou.
Orelha foi encontrado gravemente ferido no início de janeiro, também na Praia Brava. O animal chegou a ser socorrido, mas não resistiu devido à gravidade das agressões, o que gerou comoção local e mobilização nas redes sociais em defesa dos animais.
