A Justiça de Florianópolis determinou o arquivamento da investigação envolvendo a morte do cão Orelha, caso que ganhou repercussão após suspeitas de maus-tratos na Praia Brava. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (14), após pedido apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC).
Segundo as Promotorias de Justiça responsáveis pelo caso, as apurações concluíram que os adolescentes investigados e o animal não estiveram juntos no local durante o período em que a suposta agressão teria ocorrido. A investigação também apontou que o cão sofria de uma doença grave preexistente, indicada como causa da morte.




Perícias analisaram vídeos, celulares e exumação do animal
O parecer do Ministério Público reúne uma extensa análise de materiais obtidos durante a investigação, incluindo quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotografias e dados extraídos de celulares apreendidos. Testemunhas e adolescentes envolvidos também foram ouvidos novamente ao longo do processo.
A perícia da Polícia Científica identificou inconsistências na linha temporal inicialmente utilizada nas investigações e afirmou não existir qualquer registro que comprovasse a presença do cão na orla da Praia Brava no momento da suposta agressão. O entendimento também foi reforçado pelos depoimentos colhidos.
Já o laudo veterinário produzido após a exumação do corpo descartou sinais de traumatismo recente ou lesões compatíveis com violência. Segundo o perito responsável, os ossos do animal foram examinados detalhadamente e nenhuma fratura relacionada a maus-tratos foi encontrada.
As imagens anexadas ao processo apontaram ainda que o cão apresentava uma lesão antiga no crânio, com sinais de inflamação, perda de pelos e infecção prolongada.
