O Consignado CLT, também chamado de Crédito do Trabalhador, ultrapassou 450 mil contratos e liberou um total de R$ 2,8 bilhões em empréstimos, segundo um balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgado nesta quarta-feira (1º).
Até as 17h de segunda-feira (31), foram firmados 453.494 contratos, com parcela média de R$ 349,20 e prazo médio de 18 meses. O valor médio do crédito concedido por trabalhador foi de R$ 6.240,57. As informações são do Istoé.




Descubra quem mais solicitou o consignado
O governo detalhou o perfil dos trabalhadores que aderiram ao crédito:
- 104.747 trabalhadores com até 2 salários mínimos → R$ 402,9 milhões em empréstimos
- 117.840 trabalhadores com renda entre 2 e 4 salários mínimos → R$ 656,9 milhões
- 72.678 trabalhadores que recebem entre 4 e 8 salários mínimos → R$ 472,9 milhões
- 76.361 trabalhadores com ganhos acima de 8 salários mínimos → R$ 801,1 milhões
Veja como funciona o cancelamento e migração do crédito
Caso o trabalhador deseje cancelar o empréstimo, ele pode devolver o valor integral dentro de sete dias corridos a partir do recebimento do crédito. Além disso, se encontrar uma oferta mais vantajosa em outra instituição, pode migrar seu contrato sem prejuízos.
O Governo Federal recomenda que os trabalhadores compare taxas de juros antes de contratar o empréstimo e priorizem o uso do crédito para quitar dívidas.
Saiba onde contratar o crédito consignado
O Crédito do Trabalhador está disponível exclusivamente na Carteira de Trabalho Digital para todos os trabalhadores formais. A partir de 25 de abril, o crédito consignado CLT também estará acessível nos bancos, por meio de suas plataformas digitais.
A partir dessa data, os trabalhadores que já possuem empréstimos com desconto em folha poderão migrar seus contratos para o novo modelo, com as parcelas continuando a ser descontadas diretamente na folha de pagamento. O crédito respeita a margem consignável de 35% do salário, o que pode impactar valores destinados à previdência, imposto de renda e horas extras.
Além disso, o trabalhador poderá escolher garantias extras, utilizando até 10% do saldo do FGTS ou até 100% da multa rescisória para quitar o empréstimo em caso de demissão.
