O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afirmou nesta quarta-feira (9/9) que Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4, desaparecidos em Bacabal (MA), foram incluídos na lista da Interpol há meses. A declaração foi publicada após a defesa de Clarice, mãe das crianças, revelar que a polícia internacional passou a atuar no caso. Segundo Brandão, a inclusão resultou de uma ação conjunta entre as polícias Civil e Federal e outras instituições.
“As crianças Ágatha e Allan, desaparecidas em Bacabal, estão na lista da Interpol há meses, resultado de articulação da nossa Polícia Civil com a Polícia Federal e outras instituições, inclusive para ampliar a cooperação internacional”, escreveu o governador.
Caso volta a ganhar repercussão após operação nos Estados Unidos
Brandão afirmou que a participação da Interpol nas investigações não é recente. De acordo com o governador, as forças de segurança do Maranhão continuam realizando diligências desde que os irmãos desapareceram.
O caso voltou ao centro das atenções depois de a advogada Nathaly Moraes mencionar a possibilidade de Ágatha e Allan estarem entre as 163 crianças encontradas nos Estados Unidos no fim de agosto. O resgate ocorreu na Flórida, durante uma operação contra crimes relacionados ao tráfico humano.
A declaração ganhou grande repercussão nas redes sociais, mas a advogada posteriormente voltou atrás. Nathaly Moraes afirmou que não existiam “indicios” de que os irmãos estivessem entre as crianças localizadas pelas autoridades norte-americanas.
Ainda segundo a defesa, Clarice teria uma reunião nesta quarta-feira (9/9), em São Luís, com representantes da Interpol para tratar do desaparecimento dos filhos.
No último dia 4, o desaparecimento de Ágatha e Allan completou oito meses. Os irmãos desapareceram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, depois de saírem para brincar.
Segundo as informações reunidas durante as buscas, as crianças teriam mudado o trajeto pela mata para evitar serem vistas por um tio, que havia alertado sobre os riscos da região. Depois disso, os dois acabaram se perdendo.
As equipes de busca atuaram em diferentes áreas, com operações realizadas por terra, pelo ar e na água. Nove equipes chegaram a trabalhar simultaneamente na procura pelos irmãos, com participação inclusive da Marinha do Brasil. Apesar da mobilização, nenhum vestígio de Ágatha e Allan foi localizado até o momento.
