Entre setembro de 2024 e março de 2025, registros de satélite acompanharam o ciclo natural de ganho e perda de gelo na Antártida. No entanto, o continente apresentou um agravante preocupante: em março, a cobertura chegou a apenas 1,98 milhão de quilômetros quadrados, um dos menores índices já observados desde o início do monitoramento. A região é considerada um dos pontos mais sensíveis do planeta diante do avanço do aquecimento global.
A redução do gelo na região polar não se limita ao derretimento em si. Ela intensifica o aquecimento da Terra, aquece os oceanos, altera correntes marítimas e interfere nos padrões de chuva e seca em diversas partes do mundo.

Riscos para o clima brasileiro
Pesquisadores alertam que as mudanças registradas na Antártida têm potencial para afetar diretamente o Brasil. O impacto pode ser sentido na frequência e intensidade de ondas de calor, tempestades e períodos de estiagem mais prolongados.
Segundo especialistas, conter o avanço desse cenário exige medidas urgentes. Entre elas estão a redução das emissões de gases de efeito estufa, a ampliação do uso de energias renováveis e a preservação de ecossistemas que atuam como sumidouros de carbono, como florestas e áreas alagadas.
