Na terça-feira (09/06), uma empresária dirigiu por ruas da Praia da Costa, em Vila Velha, na Grande Vitória, com um homem agarrado ao capô do carro até localizar uma equipe da Polícia Militar na região. O caso aconteceu no início da noite e chamou atenção de moradores e motoristas que acompanharam o trajeto do veículo. As informações são do g1 ES.
Andreza Pessini contou que saiu do shopping onde administra uma loja por volta das 18h30. Durante parada em um semáforo, um homem subiu no capô do automóvel. Sozinha no veículo, a empresária afirmou que ficou assustada com a situação e decidiu seguir em baixa velocidade até localizar apoio policial.


Empresária relatou medo durante o percurso
Em vídeo gravado pela motorista, o homem aparece sobre o veículo enquanto o carro percorre diferentes vias da Praia da Costa até a Avenida Antônio Gil Veloso, na orla do bairro.
Andreza relatou que pensou na possibilidade de assalto ao perceber a movimentação do homem sobre o automóvel. “De imediato, eu pensei que ele fosse me assaltar. Fechei o vídeo e travei o carro. Quando o semáforo abriu, os carros que estavam atrás de mim começaram a buzinar, eu não sabia o que fazer”, afirmou.
Segundo a empresária, o homem conversou durante o percurso e dizia que queria sair da cidade. O trajeto durou cerca de dez minutos e percorreu aproximadamente dois quilômetros até o encontro com uma viatura da Polícia Militar.
A motorista afirmou que o homem pediu para que fosse acionada a polícia e demonstrava desespero. “Ele estava desesperado. Dizia que não iria me fazer mal, que queria a vida dele de volta. Minha sensação é de que ele queria fazer alguma coisa para ser preso e acabou me usando para isso”, declarou.
Ao encontrar os policiais, o homem desceu do capô, ajoelhou no chão e colocou as mãos sobre a cabeça. Os militares ouviram o relato da empresária no local.
“Quando vi o carro de polícia, foi um alívio. Fiquei muito ansiosa e estava com as mãos geladas. Na hora passaram muitas coisas pela minha cabeça, só queria encontrar alguém para me ajudar”, disse Andreza.
A empresária informou que não procurou uma delegacia para formalizar boletim de ocorrência após a situação.
O integrante do Observatório de Segurança Viária, Anthony Moraes Costa, explicou que a orientação técnica seria parar o veículo em local seguro e acionar a Polícia Militar por telefone. Mesmo assim, o especialista destacou que fatores emocionais precisam ser considerados diante de situações de ameaça.
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