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Entenda como obter o CNPJ e escolher o melhor regime tributário para cada empresa

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Entenda como obter o CNPJ e escolher o melhor regime tributário para cada empresa

Em 2024, o Brasil apresentou um aumento considerável no interesse pelo empreendedorismo, de acordo com as informações do relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O processo de criação de novos CNPJs no Brasil tem sido facilitado pela situação atual, que é impulsionada pela digitalização e expansão do acesso à informação.

Mais da metade da população brasileira (52,6%) conhece alguém que iniciou um negócio nos últimos dois anos. Por outro lado, 49,7% disseram ter o conhecimento e a experiência necessários para começar um negócio próprio. A intenção de empreender nos próximos três anos é expressa por 39,5% dos participantes da pesquisa. O receio de falhar continua sendo um empecilho, porém apresentou uma redução, diminuindo de 54,6% para 51,8%.

“O mercado está mudando com frequência e precisa de novas ideias. Quem quer empreender precisa estar atento às oportunidades e se arriscar com coragem. Abrir um CNPJ é dar forma a um projeto de vida, mas, para que esse sonho se mantenha sustentável, também é essencial ter orientação técnica desde o início”, destaca Gabriel Barros, diretor da SF Barros Contabilidade.

Como abrir um CNPJ em 2025

A abertura de uma empresa no Brasil, que engloba o registro na Receita Federal e a obtenção de licenças municipais, está cada vez mais desburocratizada. É fundamental, contudo, seguir as etapas formais e, preferencialmente, contar com o auxílio de um profissional contábil.

1. Defina o tipo de empresa e regime tributário

O empreendedor deve escolher a natureza jurídica e o regime de tributação mais adequado ao seu negócio.

MEI (Microempreendedor Individual)

Indicado para quem fatura até R$ 81 mil por ano, permite a contratação de até um funcionário e possui processo de formalização simplificado. Além disso, é gratuito. Os impostos (INSS, ICMS e ISS) são pagos todos os meses por meio de uma única guia, a DAS. Os valores variam de acordo com o tipo de classificação da empresa. Para 2025, os valores são:

  • Comércio ou Indústria: R$ 75,90
  • Prestação de Serviços: R$ 80,90
  • Comércio e Serviços juntos: R$ 81,90

Simples Nacional

É o regime mais adotado por pequenos empreendedores, com limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões. Assim como o MEI, ele unifica oito tributos em uma guia única (DAS), simplificando o recolhimento de impostos e criado para atender micro e pequenas empresas. O Simples Nacional é indicado para:

  • Empresas com margens de lucros médias e altas;
  • Com custos operacionais baixos;
  • Possuir uma boa participação das despesas com a folha de pagamento;
  • Seus consumidores serem os clientes finais.

Lucro Presumido

O regime de Lucro Presumido se caracteriza por possuir uma forma de tributação simplificada para determinar a base de cálculo o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) das empresas. Para esses dois impostos, as alíquotas podem variar conforme a atividade da empresa, sendo de 8% para atividades voltadas para a indústria e o comércio e 32% para prestação de serviços. O regime de Lucro Presumido por empresas que:

  • Possuam margens de lucro acima dos limites de presunção;
  • Poucos custos operacionais;
  • Pouca participação nas despesas de folha de pagamento;
  • Transacionar com mercadorias com redução da base de cálculo (incentivo fiscal);
  • Possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;
  • Ter o faturamento até R$ 78 milhões.

Lucro Real

O regime de Lucro Real possui a cobrança dos mesmos impostos existentes no regime de Lucro Presumido, ou seja, são levados em conta o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), com alíquotas de 15% e 9%, respectivamente. A grande diferença é que, neste regime, as alíquotas são calculadas se baseando no lucro real do negócio, ou seja, no resultado da relação entre a receita e as despesas. Indicado para empresas com:

  • Margens de lucro baixas ou prejuízo;
  • Custos de operação altos com aluguéis, fretes, matéria-prima e energia elétrica;
  • Realizar transações com mercadorias que possuem redução da base de cálculo (incentivo fiscal);
  • Possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;
  • Ter faturamento acima de R$ 78 milhões.

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