No domingo (16), uma família de Gaspar, em Santa Catarina, viveu momentos de tensão ao encontrar oito filhotes de cobra coral verdadeira dentro de casa, alguns deles escondidos no sofá da sala. A residência, localizada no bairro Gasparinho, abriga um casal e três crianças, incluindo um bebê de apenas cinco meses.
A situação começou quando uma das crianças viu duas pequenas serpentes e alertou os pais. Preocupados, os moradores começaram a afastar os móveis e encontraram mais dois filhotes. No dia seguinte, uma empresa de limpeza foi chamada para verificar a casa, e a equipe encontrou mais uma cobra.


Diante do aumento no número de serpentes, a família acionou o Corpo de Bombeiros, que, ao chegar ao local, encontrou mais três filhotes, totalizando oito cobras coral verdadeira na residência. A casa fica próxima a uma área de mata e rios, o que pode ter favorecido a presença dos répteis.
Os bombeiros acreditam que a mãe das cobras pode estar na região e não descartam a possibilidade de haver mais filhotes próximos à casa. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Saiba os risco para humanos
A cobra coral verdadeira está entre as serpentes mais peçonhentas do Brasil. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), seu veneno é neurotóxico e pode provocar insuficiência respiratória, visão turva, dificuldades para engolir e vômito. O tratamento em caso de picada deve ser realizado imediatamente em um hospital.
O Instituto Butantan explica que a espécie geralmente evita contato com humanos e prefere viver escondida. “Apesar de representar todo esse perigo, a coral-verdadeira é muito tímida e vive geralmente escondida entre a vegetação rasteira, buracos no chão e debaixo de pedras. Além disso, é um animal tranquilo, que em raras ocasiões ataca. Ovíparas, podem colocar de dois a 12 ovos por ninhada.”
Por outro lado, algumas serpentes inofensivas imitam a coloração da coral-verdadeira, sendo chamadas de coral-falsa. O Butantan alerta que o ideal é nunca tentar diferenciá-las. Se encontrar uma cobra com essas características em ambiente urbano, o melhor é se afastar e chamar as autoridades competentes.
Assista ao vídeo:
