O acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo, ganhou um novo desdobramento. Um dos participantes inscritos para a atividade afirmou que poderia ter sido a vítima da tragédia.
Higor William Diniz Ferreira contou que estava na fila para realizar o salto na manhã deste sábado (13), mas acabou chegando atrasado ao local. Segundo ele, a demora fez com que Maria Eduarda passasse à sua frente pouco antes da atividade começar.
“Foi livramento. Era pra ser eu”, declarou em entrevista ao g1.




Participante aponta possível falha da equipe
Morador de Vinhedo (SP), Higor afirmou que conheceu a atividade pelas redes sociais da empresa responsável e decidiu participar após assistir a vídeos que destacavam a experiência dos instrutores.
Ele também relatou que acompanhou outros saltos antes do acidente e disse que os equipamentos costumavam ser conferidos normalmente. No entanto, acredita que isso não aconteceu no caso de Maria Eduarda.
“Todos os rapazes verificaram se estava certo, só que o da mulher eles não verificaram. Foram três rapazes e os três ignoraram o fato dela ser lançada daquele jeito”, afirmou.
Higor ainda relatou que os participantes recebiam orientações antes da atividade e explicou que Maria Eduarda escolheu a modalidade em que a pessoa é impulsionada pelos instrutores a partir da plataforma.
A jovem caiu de aproximadamente 40 metros após ser lançada sem estar presa à corda de segurança. Ela sofreu múltiplos ferimentos e morreu ainda no local.
Após o acidente, seis pessoas foram presas. Segundo a Polícia Militar, dois suspeitos chegaram a fugir da área, mas foram localizados posteriormente em uma região de mata com apoio do helicóptero Águia. As circunstâncias da tragédia seguem sob investigação.
