Na Rua Cachoeira do Campo, no bairro Portal Caiobá II, um idoso de 63 anos foi atropelado por um motociclista que praticava manobras em alta velocidade. De acordo com o depoimento da filha da vítima, o motorista percebeu os dois atravessando a rua, mas não reduziu a velocidade. O acidente ocorreu na madrugada de quinta-feira, dia 25.
A mulher explica que o pai havia bebido com a família, durante uma confraternização de Natal, e quis ir embora para casa. Preocupada de deixar o idoso ir sozinho a pé, ela decidiu acompanhá-lo. Eles já estavam quase do outro lado da via, quando o pai foi atingido pela motociclista que fazia ‘randandan’ na rua.




“Eu olhei os dois lados, não tava vindo nada. Quando a gente estava terminando de atravessar, a moto veio com tudo, não reduziu [a velocidade] e passou por cima. Eles não estão nem aí, eles estavam lá empinando, fazendo manobra na rua”, descreve a mulher, de 33 anos.
Ela explica que estava de mãos dadas com o pai, e acabou sendo ‘puxada’ para o asfalto quando ele foi atingido. “Eu não soltei a mão dele. Quando ele caiu, eu caí junto com ele. Porém, eu saí melhor que ele, ele está internado, teve uma leve fratura num osso entre os olhos”, lamenta.
O idoso mora na aldeia indígena Alves de Barros, no município de Bodoquena, e veio para a Capital celebrar o Natal em família. No momento, ele está internado na Santa Casa aguardando para saber se receberá alta para continuar o tratamento em casa ou não.
Acidente
Após o acidente, a filha expõe que o motociclista se escondeu na conveniência de um conhecido, na região. Equipes de socorro do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), realizam o resgate e acionaram a polícia. No entanto, nenhuma autoridade apareceu.
“Sempre que tem um acidente, acionam uma viatura para registrar a ocorrência, e dessa vez não tinha. No final do ano, quando tem essas manobras e eles ficam bagunçando na rua com as motos, sempre tem a polícia. Esse ano não teve, e foi um acidente grave. Meu pai ficou quase uma hora, deitado no chão. Não apareceu uma viatura, e a gente tentou chamar. O pessoal do SAMU também disse que ia chegar uma viatura para fazer a ocorrência, mas não apareceu nenhuma”, cita a mulher.
