Na noite da última segunda-feira (2), o funkeiro MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto da Silva, foi solto após a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro conceder habeas corpus e revogar a prisão temporária. As informações são do g1.
Detido na última quinta-feira (29) em sua casa no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, Poze passou quatro dias preso no presídio de Bangu 3, no Complexo de Gericinó. A decisão, assinada pelo desembargador Peterson Barroso Simão, considerou que a prisão de 30 dias era excessiva e desnecessária para o andamento das investigações.




O magistrado também questionou duramente a conduta da Polícia Civil do Rio, destacando que o cantor foi preso sem camisa, descalço, algemado com as mãos para trás e amplamente exposto pela mídia.
Segundo Barroso, há indícios de que a ação foi conduzida de forma desproporcional, com possível violação aos direitos do artista. Ainda de acordo com o desembargador, não há provas concretas de que o funkeiro estivesse com drogas, armas ou qualquer item ilícito no momento da abordagem.
Pedro Barroso também destacou que Poze já tinha sido absolvido em duas instâncias em outro processo criminal, e que “a prisão temporária não é a solução almejada pela população”, enfatizando que os alvos devem ser os comandantes da facção criminosa, não artistas.
Esposa comemorou soltura do cantor nas redes sociais
Mesmo em liberdade, MC Poze deverá cumprir uma série de regras impostas pela Justiça. Entre elas, estão o comparecimento mensal ao juízo até o dia 10 de cada mês, a proibição de deixar a Comarca do Rio de Janeiro sem autorização, o compromisso de manter um telefone de contato ativo, a obrigação de entregar o passaporte em até cinco dias caso o possua, e a proibição de manter qualquer contato com investigados, testemunhas ou membros ligados ao Comando Vermelho.
Poze é investigado por suposta apologia ao crime e vínculos com o tráfico
Segundo a Polícia Civil, a facção criminosa Comando Vermelho utilizaria os shows do cantor em comunidades para movimentar o tráfico e aumentar o lucro com a venda de drogas. A operação que resultou em sua prisão também teve como alvos a influenciadora Vivi Noronha, companheira do artista, e outros nomes ligados à cena do funk.
Nas redes sociais, Vivi comemorou a soltura do marido. “MC não é bandido”, escreveu ela em um story no Instagram. Já a defesa do funkeiro alegou que a prisão era ilegal, desproporcional e seletiva, configurando perseguição à arte da periferia e violação à liberdade de expressão.
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