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Justiça nega prisão preventiva de padre afastado, investigado por crimes sexuais contra coroinhas

Justiça nega prisão preventiva de padre afastado, investigado por crimes sexuais contra coroinhas

A Justiça decidiu não decretar a prisão preventiva do padre Mário Reis da Silva, afastado da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto.

O religioso é investigado por suspeitas de crimes sexuais envolvendo coroinhas. A decisão acompanhou o entendimento do Ministério Público, que havia se manifestado contra a prisão. De acordo com o promotor José Carlos Galucci Tomé, o pedido foi feito pela Polícia Civil em 13 de agosto, depois que o inquérito chegou à fase final.Segundo o promotor, o delegado responsável pela investigação apontou suspeitas de estupro de vulnerável e assédio sexual.

Após analisar o caso, porém, o Ministério Público entendeu que não havia necessidade de manter o padre preso preventivamente neste momento.Investigação ainda terá novas períciasO Ministério Público também pediu que o caso retornasse à delegacia para a realização de novas diligências.

Entre elas está a produção de laudos periciais a partir de um computador ligado aos investigados.Para o promotor, as medidas cautelares e protetivas já determinadas pela Justiça são suficientes, por enquanto, para garantir a segurança e preservar a integridade física e psicológica das vítimas e das testemunhas.Mário Reis da Silva está afastado das atividades na paróquia desde março.

Ele prestou depoimento de forma remota e negou todas as acusações feitas contra ele. A investigação continua com a realização das perícias pendentes e a análise dos elementos que ainda serão incorporados ao inquérito.

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