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Mãe de Eliza Samudio recebe pertences da filha 15 anos após o crime

Itens pessoais foram entregues a Sônia Moura no dia 17 de julho, reabrindo feridas profundas e reforçando a luta por memória e justiça
Mãe de Eliza Samudio recebe os pertences 15 anos depois (Foto reprodução Redes Sociais)

Mãe de Eliza Samudio recebe os pertences 15 anos depois (Foto reprodução Redes Sociais)

Sônia Fátima Moura recebeu oficialmente objetos pessoais de sua filha, Eliza Samudio, assassinada em junho de 2010. Os pertences estavam sob custódia da Justiça desde a época do crime e foram devolvidos após decisão judicial. Entre os itens, estão um par de sandálias, óculos escuros, a carteira com uma foto do filho Bruninho e algumas fraldas descartáveis, estas últimas recusadas por Sônia.

Eliza foi vítima de um dos casos mais impactantes do país. Na época, tinha apenas 25 anos e deixou um filho pequeno, que passou a ser criado pela avó materna. Hoje com 15 anos, Bruninho é goleiro da equipe sub‑14 do Botafogo e já foi convocado para a Seleção Brasileira Sub‑15.

Memórias dolorosas e lembranças que permanecem vivas

Pelas redes sociais, Sônia desabafou sobre o impacto de ter os objetos de volta em suas mãos. “Depois de 15 anos de espera, na esperança de encontrar seus restos mortais, o que a Justiça me devolveu foram esses objetos da Eliza. Ter esses itens em minhas mãos é como se o tempo não tivesse passado. A dor continua tão intensa, tão crua. Tenho vivo em minha memória cada gesto seu”, escreveu.

Ela contou ao jornal Extra que já havia recebido o computador pessoal da filha, mas ainda não teve coragem de abrir. No equipamento, estariam registradas conversas com amigas, álbuns de fotos e mensagens trocadas com Bruno Fernandes, pai de Bruninho e condenado pelo crime. Até agora, apenas sua advogada e um técnico de confiança acessaram os arquivos.

“Tem muita conversa, tem muitas fotos, conversas de amigas… A Dr. Mônica (advogada) me perguntou se abri o computador, mas do jeito que estava embalado quando chegou, ficou. Se eu mesma for abrir, meu psicológico não está muito preparado pra isso. Não sei como vou reagir quando chegar os objetos dela e eu tiver que abrir”, afirmou Sônia.

A mãe de Eliza reforçou que a dor de uma perda como essa nunca desaparece. “A dor da partida de quem amamos é uma ferida que nunca fecha completamente. É como se uma parte de nós tivesse sido arrancada, deixando um vazio que ecoa em cada momento. A saudade é uma presença constante, uma sombra que me acompanha em cada passo meu. Mas foi nessa dor que encontrei forças para seguir, a dor nunca vai embora, eu aprendi viver com ela e carrego comigo as suas melhores lembranças.”

Apesar de todo o sofrimento, Sônia diz que o neto é sua força diária. “Vivo por ele e para ele”, afirmou.

alfinetei

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