O vídeo institucional da Marinha do Brasil, lançado em 1º de dezembro em apenas 24 horas de exibição ultrapassou a marca de 50 mil visualizações. Entretanto, não pode-se atribuir esse “sucesso” a uma estratégia bem sucedida de marketing institucional.
Na verdade a peça publicitária, parte do plano de comunicação estratégica da Marinha, tem atraído visualizações por conta da curiosidade gerada pela enxurrada de críticas que vêm recebendo.




O vídeo, lançado nesse domingo, na presença do Comandante da Marinha e outras autoridades militares, gerou uma onda de debates e críticas, evidenciando que a complexa relação entre as Forças Armadas e a sociedade civil não está tão amena quanto deveria-se esperar.
Divulgado poucos dias após anúncios de cortes orçamentários e medidas para redução de benefícios militares, a peça buscava destacar o trabalho dos militares, contrastando-o com momentos de lazer de civis, e encerra com o provocativo questionamento: “Privilégios? Vem para a Marinha.”
Apesar da evidente intenção de valorizar a carreira militar, o material surtiu efeito contrário e foi amplamente criticado, gerando uma repercussão majoritariamente negativa nas redes sociais e na opinião pública. Especialistas analisaram o impacto da campanha, destacando a desconexão entre a narrativa apresentada e as condições vividas pela população brasileira.
