Preso nesta quinta-feira (29) no Recreio dos Bandeirantes, MC Poze do Rodo já havia declarado em 2024 que ser preso era seu maior trauma. Na época, o funkeiro tinha sido absolvido de uma acusação que enfrentava desde 2020 e desabafou sobre o medo de voltar à cadeia.
No ano passado, Poze usou as redes sociais para relembrar a experiência traumática que viveu em 2019, quando ficou sete dias preso. O momento mais doloroso, segundo ele, foi estar longe da filha recém-nascida, Júlia.




“Fiquei lá 7 dias longe da Júlia, recém-nascida, e fiquei maluco, quase não aguentei. Eu não me vejo nunca mais naquele lugar, eu não me vejo nunca longe da minha família sagrada”, escreveu. O artista enfatizou que sua maior preocupação era ser separado da família e disse que a cadeia o marcou profundamente. “Meu maior medo, trauma, pavor é ser preso”, declarou.
Poze agora é investigado por envolvimento com facção
A prisão desta quinta ocorreu por ordem da Justiça, com base em uma investigação da Polícia Civil do Rio, que aponta suposto envolvimento do funkeiro com o Comando Vermelho (CV). Segundo a corporação, Poze se apresentava apenas em comunidades dominadas pela facção, e os shows contariam com escolta armada de traficantes com fuzis.
A operação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), busca apurar a possível ligação financeira entre os eventos organizados pelo cantor e o fortalecimento do tráfico nas regiões em que se apresentava. Ainda de acordo com a polícia, o aumento do consumo de drogas nas comunidades estaria diretamente relacionado à movimentação gerada por seus shows.
