Nos últimos dias, uma criança de apenas dois anos foi atacada por aproximadamente dez cães no bairro Goiabeiras, em Vitória. O caso trouxe à tona um problema que, de acordo com os moradores, teve início há cerca de seis meses e vem se intensificando: a presença de uma matilha que transita entre as ruas José Alves e Praça 3 de Maio. A menina, que sofreu ferimentos graves, recebeu cuidados médicos e segue em processo de recuperação em casa. O portal G1 noticiou o ocorrido. As imagens voltaram à tona nesta semana.
Cristilaine Justino Lopes, de 36 anos, mãe da vítima, relatou que a filha chegou em casa com roupas rasgadas, ferida e em estado de choque. A criança foi levada ao Pronto Atendimento de São Pedro, onde recebeu medicação e foi encaminhada para a unidade de saúde do bairro. De acordo com a mãe, ela precisará receber quatro vacinas. Cristilaine também declarou que alguns moradores dão comida aos cães, porém ninguém se responsabiliza como tutor oficial.



Hélida Cristina, uma líder comunitária, informou que também foi atacada pela matilha, mas sem sofrer ferimentos graves. De acordo com ela, os animais já teriam mordido outras pessoas, entre elas alunos e funcionários de uma instituição de ensino superior da área. Embora recebam alimento de donos de um sítio nas proximidades, os cães permanecem soltos nas ruas, constituindo um perigo para quem transita diariamente pela região.
O que a prefeitura tem feito para resolver a situação?
A Secretaria de Saúde de Vitória informou que, após a notificação do ataque, equipes do Centro de Vigilância em Saúde Ambiental vão monitorar os animais. A prefeitura orienta que vítimas registrem boletim de ocorrência, destacando que, caso os cães tenham responsáveis, estes devem arcar com as consequências legais. A gestão municipal lembrou ainda que o recolhimento de animais ocorre apenas em situações de risco à saúde pública e reforçou a importância da vacinação antirrábica, cuja nova campanha terá início em 20 de setembro.
