Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) desconfiavam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) estivesse se preparando para deixar o Brasil, o que motivou a operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (18). A partir de agora, Bolsonaro deverá cumprir uma série de medidas restritivas de liberdade.
A informação foi divulgada por Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Segundo a jornalista, ministros do STF teriam tido acesso a indícios de que o ex-presidente estava organizando uma estratégia para solicitar asilo político ao ex-presidente norte-americano Donald Trump. Ontem (17), Trump divulgou uma carta pública em apoio ao aliado brasileiro, reforçando as suspeitas.




Por essa razão, Bolsonaro passará a ser monitorado 24 horas por dia. As autoridades também encontraram dinheiro em espécie em sua residência durante o cumprimento dos mandados.
Além do uso de tornozeleira eletrônica, Bolsonaro não poderá se aproximar de embaixadas nem manter contato com diplomatas. Também está proibido de se comunicar com outros investigados no inquérito em que é réu no Supremo Tribunal Federal sobre a tentativa de golpe de Estado de 2023. O ex-presidente ainda deverá cumprir recolhimento domiciliar das 19h às 7h e foi proibido de acessar redes sociais.
Vale lembrar que o inquérito já está em fase final no STF, e a expectativa é que o relator, ministro Alexandre de Moraes, marque o julgamento para o fim de agosto ou início de setembro. Até o momento, nem advogados nem aliados próximos do ex-presidente se manifestaram publicamente sobre as últimas ações da PF.
