O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “intensificou as condutas ilícitas objeto destas investigações” após a imposição das medidas cautelares contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na última sexta-feira (18). A declaração consta em despacho publicado neste sábado (19), no âmbito do inquérito que apura se o parlamentar cometeu crimes como tentativa de obstrução de investigação, coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
De acordo com Moraes, após as buscas e apreensões e as medidas determinadas contra Jair Bolsonaro, Eduardo intensificou seus ataques ao Supremo Tribunal Federal por meio de postagens e entrevistas. Por esse motivo, o ministro determinou que essas manifestações fossem juntadas aos autos do inquérito.




Publicações e ataques nas redes sociais agravam quadro do deputado
Entre as provas anexadas, estão três links com declarações públicas de Eduardo Bolsonaro. O primeiro, publicado na rede X (antigo Twitter), afirma: “Talvez o Moraes não sabe se o Filipe Martins foi ou não aos EUA, mas agora todo mundo sabe que o Moraes não vai!”
No segundo, publicado no Facebook, o deputado divulga uma nota à imprensa após as buscas da Polícia Federal em que chama Alexandre de Moraes de “ditador” e “gângster de toga.”
O terceiro é uma entrevista concedida à CNN Brasil, em que Eduardo Bolsonaro critica a decisão judicial e afirma: “Se houver um cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado desses ditadores de toga.”
Além disso, Moraes determinou o envio do material para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
