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Nova variante da Covid-19 é confirmada em mais de 20 países; VEJA O RISCO

OMS afirma que não há evidências de maior gravidade, mas recomenda monitoramento contínuo
Covid-19 (foto Reprodução Redes Sociais)

Covid-19 (foto Reprodução Redes Sociais)

Uma nova variante do coronavírus foi identificada em diferentes países até sexta-feira (28/03), com registros em pelo menos 23 nações, segundo autoridades de saúde, o que ampliou a atenção internacional sobre a linhagem BA.3.2. A cepa apresenta capacidade maior de escapar da ação de anticorpos, embora ainda não existam indícios de agravamento dos quadros clínicos. As informações são do O Globo.

A linhagem BA.3.2 deriva do vírus SARS-CoV-2 e chamou atenção por mutações na proteína Spike, estrutura responsável pela entrada do vírus nas células humanas. Estudos iniciais apontam maior resistência à resposta imunológica quando comparada a variantes predominantes como JN.1 e LP.8.1.

Monitoramento global e avaliação de risco

A identificação inicial ocorreu na África do Sul, em novembro de 2024, a partir de amostra coletada de uma criança. Meses depois, houve detecções em países como Moçambique, Alemanha e Holanda. A circulação ganhou força novamente a partir de setembro de 2025, com aumento de casos em regiões da Europa.

Entre o fim de 2025 e o início de 2026, a presença da variante atingiu cerca de 30 por cento das amostras analisadas em países como Dinamarca, Alemanha e Holanda. Até fevereiro, registros também apareceram em locais como Estados Unidos, Reino Unido, China e Austrália. O Brasil não apresentou confirmação da linhagem até o momento.

Dados de autoridades sanitárias indicam que a BA.3.2 possui entre 70 e 75 mutações na proteína Spike, o que contribui para maior capacidade de escapar da resposta imune. Ainda assim, avaliações técnicas indicam que não existe vantagem clara de crescimento em relação a outras variantes em circulação.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cepa apresenta um “escape substancial de anticorpos em comparação com variantes anteriores”. A análise também afirma: “não há estudos clínicos ou epidemiológicos publicados indicando que BA.3.2 esteja associada a maior gravidade da doença em comparação com outros descendentes (da Ômicron) em circulação”. Outro trecho destaca: “Até o momento, não há sinais de aumento de hospitalizações, admissões em UTI ou mortes atribuíveis à BA.3.2 nos locais onde ela foi detectada”.

A avaliação da entidade conclui que a variante “não parece representar riscos adicionais à saúde pública além daqueles associados às outras linhagens descendentes da Ômicron atualmente em circulação, embora seu perfil acentuado de escape imune justifique monitoramento virológico e epidemiológico contínuo”.

Autoridades de saúde reforçam que a principal forma de proteção continua sendo a vacinação, com esquemas adaptados para diferentes faixas etárias e grupos prioritários no Brasil.

alfinetei

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