O caso envolvendo a morte do ídolo argentino Diego Maradona voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (14), com o início de um novo julgamento na Argentina. A retomada do processo acontece após a anulação do júri anterior, que havia sido iniciado em 2025.
A decisão de reiniciar o julgamento ocorreu depois que veio à tona um escândalo envolvendo uma das magistradas responsáveis pelo caso.




Documentário irregular levou à anulação do primeiro julgamento
O processo anterior foi invalidado quando se descobriu que uma juíza estava ligada à produção de um documentário não autorizado sobre o caso. A revelação levou à queda do julgamento e à invalidação de 44 depoimentos que já haviam sido colhidos.
Agora, o tribunal localizado em San Isidro deve ouvir cerca de 120 testemunhas ao longo das audiências. A meta é esclarecer se houve negligência médica no período que antecedeu a morte do ex-jogador, ocorrida em 2020.
Equipe médica responde por homicídio com dolo eventual
Ao todo, sete profissionais de saúde são réus no processo e respondem à acusação de homicídio com dolo eventual — quando há consciência do risco de morte, mas mesmo assim a conduta é mantida.
Entre os acusados estão o médico pessoal de Maradona, Leopoldo Luque, e a psiquiatra Agustina Cosachov. Segundo a acusação, a equipe teria falhado em oferecer os cuidados necessários durante a recuperação do ex-atleta.
Por outro lado, as defesas sustentam que não houve irregularidades e afirmam que a morte ocorreu por causas naturais.
Julgamento deve seguir até julho
Caso os réus sejam considerados culpados, as penas podem chegar a 25 anos de prisão. O cronograma prevê audiências duas vezes por semana, com previsão de conclusão até o mês de julho.
A morte de Maradona, aos 60 anos, provocou forte comoção mundial durante o período da pandemia. Desde então, familiares do ex-jogador pressionam por responsabilização, classificando o atendimento domiciliar recebido por ele como “um plano desumano”.
