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Órgão de comércio dos EUA recomenda novas tarifas sobre produtos brasileiros

Donald Trump (foto Reprodução Redes Sociais)

Donald Trump (foto Reprodução Redes Sociais)

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) encaminhou nesta quarta-feira (15/7) uma recomendação para que novas tarifas sejam aplicadas sobre produtos importados do Brasil. A proposta faz parte da investigação comercial aberta contra o país em julho de 2025 e também prevê alterações na relação de mercadorias que ficarão de fora da sobretaxa.

Segundo a CNN, o chefe do USTR, Jamieson Greer, enviou à Casa Branca o parecer elaborado pelo órgão, sugerindo a adoção das novas medidas. Responsável pela condução da política comercial norte-americana, Greer já havia sinalizado anteriormente dificuldades nas negociações mantidas com o governo brasileiro.

Decisão final depende de aval da Casa Branca

O posicionamento do USTR era aguardado para esta quarta-feira e inclui a definição da alíquota que poderá ser aplicada, o cronograma para o início da cobrança e a revisão da lista de produtos que permanecerão isentos das novas tarifas.

Além de defender a implementação da sobretaxa, o órgão recomendou ampliar o rol de exceções, indicando quais itens brasileiros não deverão ser atingidos pela medida. Apesar disso, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo presidente Donald Trump para entrar em vigor.

Nos últimos meses, representantes do governo brasileiro intensificaram as tratativas com as autoridades comerciais dos Estados Unidos na tentativa de evitar a aplicação das novas tarifas. Mesmo assim, a expectativa no Palácio do Planalto era de que o parecer fosse divulgado nesta semana, principalmente para conhecer os percentuais das alíquotas e os setores que poderão ser afetados.

A conclusão da investigação comercial ocorreu exatamente um ano após sua abertura pelo USTR. Antes da divulgação da recomendação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reunião com integrantes da equipe responsável pela área internacional do governo para discutir o tema.

Até o momento, o governo federal ainda não divulgou um posicionamento oficial sobre a recomendação apresentada pelo órgão norte-americano.

alfinetei

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