Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e o mais próximo do Sol, está passando por um processo de encolhimento. Os cientistas conhecem esse processo há décadas, porém uma pesquisa recente forneceu estimativas mais exatas sobre a redução do planeta desde sua formação, ocorrida há aproximadamente 4,5 bilhões de anos.
A retração acontece devido ao resfriamento do interior de Mercúrio. À medida que o núcleo e o manto do planeta perdem calor, suas rochas e metais sofrem contração de volume.




Esse encolhimento provoca falhas geológicas na crosta, conhecidas como “falhas de empurrão”, resultando em enormes escarpas que cruzam a superfície do planeta, algumas atingindo quilômetros de altura e centenas de quilômetros de extensão.
Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, Stephan Loveless e Christian Klimczak, publicaram um estudo na revista científica AGU Advances no qual propõem uma nova abordagem para medir o quanto Mercúrio encolheu.
Primeiras evidências
As primeiras evidências do encolhimento de Mercúrio vieram da missão Mariner 10, da NASA, em 1974, que revelou as primeiras escarpas gigantes no planeta. Décadas depois, a missão MESSENGER (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry and Ranging), também da NASA, orbitou Mercúrio entre 2011 e 2015 e confirmou que essas estruturas estavam distribuídas por toda a superfície do planeta.
