A Polícia Civil de Santa Catarina informou na quinta-feira (04/06) que vai rastrear contas bancárias usadas para receber transferências via PIX destinadas a Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Joinville após fingir ser uma adolescente de 12 anos e passar mais de um ano vivendo com uma família. A suspeita teve a prisão preventiva decretada pela Justiça depois da descoberta da fraude. As informações são do g1 SC.
Segundo a investigação, Amanda conheceu as vítimas por meio de uma igreja e conseguiu apoio financeiro antes mesmo de morar na residência da família. A mulher relatou falsas histórias de maus-tratos e violência sexual para conquistar a confiança da comunidade religiosa e das pessoas que passaram a ajudá-la.

Polícia investiga contas usadas para receber dinheiro
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a suspeita indicava contas de terceiros para receber valores enviados pela família via PIX. A Polícia Civil agora tenta identificar quem são os responsáveis pelas contas utilizadas no esquema.
“A comunidade [religiosa] a acolheu por duas noites e ela ficou amiga dessa família. Daí, simulou uma fuga. Ela meio que fugiu, ficou duas, três semanas fora dizendo que estava numa outra cidade, mas mesmo assim mantinha contato via WhatsApp com a família. Nesse tempo, pedia dinheiro para a família. Aí, um belo dia, [disse] ‘ó, quero voltar com vocês’. A família pagou o transporte para Joinville e ela começou a morar com eles”, afirmou o delegado.
A investigação apontou que, durante os 14 meses em que permaneceu na residência, Amanda não solicitou novos depósitos em dinheiro. Mesmo assim, a família assumiu despesas ligadas à alimentação, moradia e medicamentos.
Família descobriu fraude após pesquisa na internet
A farsa foi descoberta na terça-feira (02/06), depois que uma parente desconfiou da história apresentada pela suspeita. Após buscas na internet, a familiar encontrou relatos semelhantes atribuídos à mesma mulher em outros estados.
“Foi uma tia não distante, mas que não convivia todo dia com ela, que nunca acreditou nessa história de que ela era menor de idade e começou a pesquisar na internet. Descobriu que teve um caso muito parecido no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi, e contou para o pai adotivo”, explicou Rodrigo Bueno Gusso.
Segundo a Polícia Civil, Amanda utilizava nomes diferentes nas abordagens. Em Joinville, a mulher se apresentava como “Gabriele” e era chamada de “Gabi” pela família. A investigação também informou que a suspeita ganhou quarto decorado, brinquedos, roupas infantis e até festa de aniversário durante o período em que conviveu com as vítimas.
