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Rope jump: menor se feriu em salto com grupo envolvido em morte de jovem

Rope jump: menor se feriu em salto com grupo envolvido em morte de jovem

Um adolescente sofreu ferimentos durante um salto de rope jump realizado com a mesma equipe investigada pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, no interior de São Paulo. A informação faz parte do relatório final do inquérito policial que apura a atuação de Evelyne dos Santos Gonçalves, CEO do grupo, e de outros dois investigados presos em 20 de junho. O episódio foi relatado pelo pai do menor, que prestava serviços como freelancer para a equipe.

Segundo o depoimento, o acidente ocorreu após o encerramento do atendimento ao público, quando integrantes do grupo realizavam novos saltos para gravação de conteúdo. Mesmo depois de já ter participado da atividade outras vezes naquele dia, o adolescente insistiu em fazer mais um salto, acompanhado pelo pai.

Pai afirma que adolescente foi solto antes da estabilização completa

Em depoimento à polícia, o pai contou que verificou os equipamentos utilizados pelo filho, incluindo a fixação das cordas, e permaneceu próximo ao ponto de lançamento durante a atividade.

Após o salto, o adolescente realizou movimentos pendulares e, segundo o relato, um integrante da equipe retirou a corda de segurança antes que o corpo estivesse completamente estabilizado. Com isso, o jovem raspou o corpo no chão e sofreu escoriações no joelho. Ainda conforme o depoimento, houve apenas uma leve batida na cabeça, sem consequências graves.

As investigações apontam que o pai conheceu a atividade por meio de Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos presos pela morte de Maria Eduarda. Os dois teriam se conhecido durante trabalhos informais na área de segurança realizados nos fins de semana.

Depois de aproximadamente um ou dois anos de convivência, o homem recebeu um convite para realizar um salto e, posteriormente, passou a colaborar com a equipe como freelancer, exercendo funções de apoio operacional.

À polícia, ele informou que participou de quatro ou cinco eventos promovidos pelo grupo, todos realizados na Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis. O local é o mesmo onde Maria Eduarda foi lançada sem as cordas de proteção que deveriam garantir sua segurança.

Após o acidente envolvendo o filho, o homem afirmou que ficou insatisfeito com a forma como a situação foi conduzida pelos integrantes da equipe e decidiu interromper sua participação nas atividades do grupo.

No depoimento prestado aos investigadores, ele também declarou que não recebeu qualquer orientação para esconder o ocorrido ou apagar registros relacionados ao acidente e afirmou que optou, por iniciativa própria, por não divulgar o caso.

alfinetei

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