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Saiba como a filha de Elize Matsunaga descobriu o crime cometido pela mãe

Série "Tremembé" destaca consequências psicológicas e vida da jovem após o assassinato do pai
Saiba como a filha de Elize Matsunaga descobriu o crime cometido pela mãe

Na última terça-feira (4), a série Tremembé colocou em evidência o crime cometido por Elize Matsunaga em 2012, quando assassinou e esquartejou o marido, Marcos Matsunaga. A produção também chama atenção para o impacto emocional que a tragédia teve sobre a filha do casal, que tinha apenas um ano na época do crime.

Desde a prisão de Elize, a menina foi criada pelos avós paternos, Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, que procuraram protegê-la da realidade do ocorrido. Por anos, o casal evitou qualquer menção ao crime e manteve a neta distante das informações sobre a mãe. Contudo, a verdade veio à tona de maneira inesperada e dolorosa.

Descoberta precoce e acompanhamento psicológico

A revelação aconteceu quando a criança tinha nove anos, durante uma festa escolar. Uma colega perguntou: “Quem são seus pais?” Sem saber o que responder, a menina disse que eram seus avós. Foi então que a colega afirmou: “Seu pai é o Marcos Matsunaga e sua mãe é a Elize Matsunaga, que é uma prostituta que matou e esquartejou seu pai.”

O impacto emocional foi intenso, levando os avós a explicar a verdadeira história. O jornalista Ulisses Campbell, autor do livro “Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido”, relatou que a jovem precisou de acompanhamento psicológico intenso para lidar com o trauma. As sessões de terapia foram essenciais para ajudá-la a compreender e enfrentar a realidade que tinha sido protegida durante anos.

Atualmente, a família mantém ação na Justiça para remover o nome de Elize da certidão de nascimento da filha. Desde a prisão, mãe e filha não têm contato, e o reencontro só poderá ocorrer se a jovem desejar, quando atingir a maioridade.

O crime ocorreu em 19 de maio de 2012, no apartamento do casal em São Paulo. Após uma discussão, Elize atirou em Marcos, esquartejou o corpo e colocou os restos em três malas, abandonadas posteriormente em uma estrada. Os restos mortais foram encontrados em 27 de maio. Elize foi presa em 5 de junho de 2012 e condenada a 19 anos e 11 meses de prisão, posteriormente reduzidos para 16 anos e três meses. Desde 2022, cumpre regime aberto, com pena prevista até janeiro de 2028.

alfinetei

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