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Saiba como funciona o novo Tesouro Reserva com aplicação a partir de R$ 1; VEJA

Novo título público começa a ser oferecido nesta segunda-feira (11)
Tesouro Direito (Foto Reprodução Redes Sociais)

Tesouro Direito (Foto Reprodução Redes Sociais)

O governo federal iniciou nesta segunda-feira (11/05) a oferta do Tesouro Reserva, novo título público disponível na plataforma Tesouro Direto. O investimento conta com aplicação inicial de R$ 1, rendimento atrelado à taxa Selic e possibilidade de resgate em qualquer horário do dia. A apresentação oficial aconteceu na B3, em São Paulo. As informações são do g1.

O Ministério da Fazenda desenvolveu o produto com foco em investidores que procuram simplicidade e previsibilidade nos ganhos. O Tesouro Reserva surge como opção à poupança, aos CDBs e às caixinhas digitais oferecidas por bancos e fintechs. O Banco do Brasil iniciou a liberação do investimento para clientes durante uma fase de testes e ampliou o acesso nos últimos dias.

Como funciona o novo Tesouro Reserva

O novo título público permite investimentos a partir de R$ 1 e mantém prazo de vencimento de três anos. O investidor pode solicitar resgate a qualquer momento sem redução no valor aplicado. O sistema também aceita transferências via PIX e funcionamento contínuo durante todos os dias da semana.

Segundo o Ministério da Fazenda, o Tesouro Reserva foi criado para formação de reserva financeira “com foco em simplicidade e previsibilidade”.

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirmou que “Isso aproxima o Tesouro Direto da experiência que hoje o investidor já encontra nas fintechs [bancos e plataformas digitais]”.

O rendimento acompanha a taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano. O governo ainda não detalhou se a remuneração corresponderá exatamente a 100% da taxa básica de juros. Por se tratar de um título público federal, especialistas classificam o investimento como de baixo risco.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, declarou que o produto atende quem “quer rentabilidade, mas também quer segurança”.

O Tesouro Reserva também elimina oscilações causadas pela marcação a mercado no momento da compra ou do resgate. Esse modelo oferece maior previsibilidade para quem deseja manter recursos disponíveis para emergências financeiras.

Concorrência com CDBs e cobrança de impostos

Especialistas apontam que o novo título deve disputar espaço com CDBs, LCIs, LCAs e caixinhas digitais por reunir praticidade, baixo valor inicial e liquidez diária.

Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, afirmou que “O desafio será competir com o retorno de CDBs, LCIs e LCAs, que muitas vezes são mais atrativos e não têm taxas”.

Marcos Praça também considera o produto competitivo para reservas de emergência. Segundo o analista, “Em um ambiente de juros ainda altos no Brasil, produtos atrelados à Selic continuam muito atrativos para o investidor conservador”.

O Tesouro Reserva segue a tabela regressiva de Imposto de Renda aplicada aos investimentos de renda fixa. A cobrança começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e chega a 15% para valores mantidos por mais de dois anos.

O investimento também possui taxa de custódia da B3 equivalente a 0,20% ao ano. Aplicações de até R$ 10 mil ficam isentas dessa cobrança. Já o IOF incide apenas em resgates feitos nos primeiros 30 dias após a aplicação.

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