Os brasileiros desembolsaram R$ 7,7 bilhões com as três principais canetas emagrecedoras e medicamentos injetáveis usados também no tratamento do diabetes ao longo de um período de 12 meses, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (20), com base em dados da IQVIA compilados em relatório do BTG Pactual. A apuração considera vendas realizadas entre setembro de 2024 e o mesmo mês do ano anterior, intervalo mais recente disponível. As informações são do O Globo.
De acordo com o estudo, o Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk, foi o medicamento que mais movimentou recursos nas farmácias brasileiras no período analisado, consolidando a liderança em faturamento no varejo nacional.




Ranking de vendas e concentração de mercado
O Wegovy alcançou R$ 3,84 bilhões em vendas ao longo de um ano. Na sequência aparece o Forxiga, medicamento indicado para diabetes produzido pela AstraZeneca, com R$ 2,12 bilhões. O Mounjaro, da Eli Lilly, somou R$ 1,99 bilhão, enquanto o Ozempic, também da Novo Nordisk, registrou R$ 1,83 bilhão em faturamento total.
No relatório, o BTG Pactual destacou diferenças no perfil de receitas entre varejo e indústria farmacêutica. “Para os varejistas brasileiros, as receitas tendem a ser menos concentradas em medicamentos individuais, enquanto os laboratórios internacionais apresentam maior concentração de faturamento em um pequeno conjunto de produtos inovadores. Entre os 20 medicamentos mais vendidos no varejo, o diabetes surge como a principal área terapêutica, e o campeão de vendas é o Wegovy (desenvolvido pela Novo Nordisk), indicado para diabetes e também amplamente utilizado para perda de peso”, apontou o banco.
Os números mostram o peso crescente dos medicamentos voltados ao controle glicêmico e à perda de peso no mercado farmacêutico brasileiro, tanto em volume financeiro quanto em protagonismo nas prateleiras das farmácias.
