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Canetas emagrecedoras reduzem o risco de cânceres ligados à obesidade; VEJA

Pesquisa analisou dados de mais de 229 mil pacientes tratados com medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro nos Estados Unidos
Canetas emagrecedoras reduzem o risco de cânceres ligados à obesidade; VEJA

Um estudo publicado no domingo (08/06) na revista científica Annals of Oncology apontou que pacientes com obesidade tratados com análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, apresentaram redução de 41% no risco de desenvolver cânceres associados ao excesso de peso. A pesquisa analisou informações de milhares de pessoas que utilizaram medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro ao longo de dois anos nos Estados Unidos. As informações são do O Globo.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Houston Methodist Hospital com base em dados de 229.467 pacientes obtidos por meio do TriNetX, banco americano de prontuários eletrônicos. Entre dezembro de 2014 e junho de 2025, 86.422 participantes receberam prescrições de semaglutida ou tirzepatida, enquanto outros 143.045 passaram apenas por orientação alimentar e incentivo à prática de exercícios físicos.

Pesquisa identificou redução em diferentes tipos de câncer

Os cientistas acompanharam os participantes até o diagnóstico de câncer, morte, ausência de novos registros médicos ou conclusão de dois anos de monitoramento. Depois disso, os pesquisadores fizeram um pareamento entre os grupos, formando duas amostras iguais com 80.899 pessoas cada para permitir comparação mais precisa dos resultados.

Segundo os dados apresentados no estudo, usuários das canetas emagrecedoras tiveram redução de 41% no risco de desenvolver 13 tipos de câncer relacionados à obesidade. Entre homens, a diminuição chegou perto de 70%. Já nos casos de câncer de endométrio, a incidência caiu 58%.

“O risco geral de câncer foi reduzido em 41%, e observamos reduções ainda maiores em determinados subgrupos, incluindo os homens, entre os quais o risco caiu quase 70%. Entre os cânceres ginecológicos, houve uma redução de 58% na incidência de câncer de endométrio, uma das malignidades mais estreitamente ligadas à obesidade”, afirmou Aparna Kamat, diretora da Divisão de Oncologia Ginecológica do Houston Methodist Hospital.

Os tumores associados à obesidade incluem câncer de mama, intestino, rim, pâncreas, fígado, ovário, tireoide, estômago, esôfago e vesícula biliar, além de mieloma múltiplo e meningioma. De acordo com os pesquisadores, esses diagnósticos representam cerca de 40% dos casos em países de alta renda.

A equipe responsável pelo estudo destacou que a pesquisa possui caráter observacional e não comprova relação direta de causa e efeito entre o uso das medicações e a redução do risco de câncer. “Nossos resultados não comprovam causalidade, e a redução do risco de câncer ainda não deve ser um motivo isolado para prescrever os análogos de GLP-1”, explicou Aparna Kamat.

Os pesquisadores defendem a realização de novos estudos para investigar o potencial das canetas emagrecedoras na prevenção do câncer, principalmente entre pacientes mais jovens e pessoas diagnosticadas apenas com obesidade.

alfinetei

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