Por quase seis anos, Lumar Costa da Silva, permaneceu internado em um hospital psiquiátrico de segurança máxima em Cuiabá (MT), após protagonizar um dos crimes mais chocantes da história recente do estado. Em julho de 2019, sob efeito de droga e alegando ouvir vozes, ele tirou a vida da própria tia, arrancou seu coração e o entregou à filha dela.
Agora, Lumar deixou o Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde Adauto Botelho (CIAPS) para iniciar o tratamento ambulatorial intensivo. Acompanhado de perto por uma equipe de saúde mental, ele passará a ser atendido diariamente no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da cidade de Campinas, em São Paulo.


A mudança foi autorizada no último dia 18 de junho pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá. A decisão se baseou em avaliações médicas recentes que atestam uma melhora no quadro clínico de Lumar.
Apesar da complexidade do caso, a Justiça considerou que, com os devidos cuidados, o tratamento fora do ambiente hospitalar pode ser viável. “Os elementos técnicos (…) indicam que, embora persista o diagnóstico psiquiátrico, a condição clínica atual do paciente permite o manejo adequado no âmbito do tratamento ambulatorial intensivo”, destacou o magistrado no despacho.
A saída oficial de Lumar do hospital aconteceu na última sexta-feira (20). A transferência para Campinas está prevista para esta segunda-feira (23), onde ele seguirá sob acompanhamento rigoroso, inclusive com monitoramento judicial contínuo.
Atenção
Mesmo com a liberação, os médicos deixaram claro que o quadro de saúde mental de Lumar ainda exige atenção permanente. O laudo mais recente aponta que ele se encontra clinicamente estável e com “juízo crítico preservado”, mas reforça que a enfermidade é irreversível e requer “supervisão constante por tempo indeterminado”.
