Na segunda-feira (06/04), foram divulgados detalhes de um documentário em que Suzane von Richthofen apresenta sua versão sobre o assassinato dos pais e os acontecimentos que antecederam o crime, em produção exibida pela Netflix. O material aborda o histórico familiar e o relacionamento com Daniel Cravinhos. As informações são do jornal O Globo.
Intitulado “Suzane vai falar”, o longa reúne depoimentos da própria condenada, que cumpre pena de 39 anos de prisão. A produção ainda não tem data oficial de lançamento, mas passou por uma pré-estreia restrita.



Relatos sobre família, relacionamento e consequências
Durante a entrevista, Suzane descreve uma convivência marcada por distanciamento e cobranças dentro de casa. “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”, contou.
Ela também relatou episódios de violência doméstica e afirmou que o vínculo mais próximo era com o irmão. “Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós”, disse.
Segundo o depoimento, o relacionamento com Daniel Cravinhos passou a ocupar papel central em sua vida. A relação enfrentou resistência dentro de casa, o que intensificou conflitos familiares. “Ele [Manfred, pai de Suzane] me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou para o lado”, relembrou.
A entrevistada afirmou que o planejamento do crime foi construído ao longo do tempo. “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que não queria que acabasse”, contou.
O assassinato ocorreu em 31 de outubro de 2002, quando Manfred e Marísia von Richthofen foram mortos enquanto dormiam. Suzane afirmou ter aguardado em outro cômodo durante a ação. “Se eu parasse para pensar, aquilo não aconteceria. Quando tudo terminou, o impacto veio de forma imediata. Não tinha mais como voltar atrás. O que fiz não tem mais volta”, disse.
A produção também aborda a vida atual da condenada, que formou família e teve um filho. Ao comentar o presente, ela afirmou que enxerga mudança em sua trajetória. “Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, disse.
“Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”, concluiu.
