Na quarta-feira, 26 de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aumento de 25% nas tarifas de importação de veículos de passageiros, afetando modelos como sedãs, SUVs, picapes e minivans.
A medida, que visa estimular a produção interna de automóveis, começará a valer em 3 de abril de 2025 e impactará tanto os veículos prontos quanto peças essenciais como motores e componentes eletrônicos. As informações são da Exame.




A medida afeta todos os países que exportam veículos para os Estados Unidos, mas os maiores impactados serão:
- México (22,8%)
- Japão (18,6%)
- Coreia do Sul (17,3%)
- Canadá (12,9%)
- Alemanha (11,7%)
Esses países são os principais exportadores de carros para o mercado americano, e a nova tarifa pode mudar a dinâmica do comércio internacional de automóveis.
Oferta de carros no Brasil pode aumentar
Embora o Brasil não exporte carros para os Estados Unidos no momento, a medida pode afetar o país de forma indireta. Se os fabricantes de outros países decidirem enviar veículos para o Brasil, que originalmente seriam destinados ao mercado americano, isso pode aumentar a oferta de carros no mercado nacional. Isso também pode alterar os preços e a competitividade dentro da indústria automotiva brasileira.
Trump espera que as novas tarifas ajudem a reverter o declínio da indústria automotiva dos Estados Unidos, incentivando a produção doméstica. Em 1985, os EUA fabricavam 97% dos carros consumidos internamente, mas em 2024 esse número caiu para 50%. Ao tornar os veículos importados mais caros, ele acredita que os carros fabricados nos EUA se tornem mais competitivos, aumentando o crescimento da indústria local.
Além disso, Trump tem criticado as tarifas de outros países sobre os veículos americanos. A União Europeia, por exemplo, cobra uma tarifa de 10% sobre carros americanos, enquanto os EUA impõem apenas 2,5% sobre os carros importados da Europa.
