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VEJA VÍDEO: Menina dada como morta em incêndio é encontrada viva seis anos depois

Caso surpreendente nos Estados Unidos envolveu sequestro, identidade falsa e uma reviravolta durante festa infantil
VEJA VÍDEO: Menina dada como morta em incêndio é encontrada viva seis anos depois

Luz Cuevas, moradora da Filadélfia, nos Estados Unidos, reencontrou a filha Delimar Vera seis anos depois de acreditar que a havia perdido em um incêndio. A tragédia ocorreu em dezembro de 1997, quando a casa onde Luz morava com Pedro Vera foi consumida pelas chamas. Delimar, então com apenas dez dias de vida, dormia no andar de cima e, segundo o laudo oficial, teria sido carbonizada, sem deixar vestígios.

Apesar da versão apresentada pelos bombeiros, Luz nunca se convenceu de que a filha havia morrido no incêndio. A ausência de restos mortais e a intuição materna a mantiveram em dúvida por anos. Em 2004, tudo mudou quando ela foi a uma festa infantil e viu uma menina com traços idênticos aos de Delimar. Movida pelo instinto, Luz conseguiu um fio de cabelo da criança, o suficiente para iniciar um teste de DNA que revelou a verdade.

O exame comprovou que a menina chamada Aaliyah era, na verdade, Delimar Vera. A criança havia sido sequestrada no dia do incêndio por Carolyn Correa, conhecida da família, que esteve na casa pouco antes do fogo começar, alegando que precisava usar o banheiro. Após sua saída, o quarto da bebê foi tomado pelas chamas. Carolyn fingiu uma gravidez e apresentou Delimar como sua própria filha, utilizando inclusive documentos falsos.

Durante os seis anos seguintes, Delimar cresceu sem saber da própria origem. “Eu amava Carolyn. Era divertida e carismática”, contou ela, já adulta, em entrevista ao podcast Que História, da BBC News Brasil. A vida que levava parecia normal: frequentava a escola, fazia testes para comerciais e era tratada como a filha mais nova da família.

Carolyn foi condenada por sequestro e recebeu uma pena mínima de nove anos de prisão. Ainda assim, o mistério sobre quem a ajudou naquela noite permanece sem solução. “Sabemos que alguém me tirou do berço, me levou pela janela e sumiu noite adentro”, afirmou Delimar. “Sabemos que ela tinha um cúmplice. E eu acho que é alguém que ela protegeria com sua vida. Infelizmente, não sabemos quem é essa pessoa. Isso é frustrante. Carolyn foi levada à Justiça e teve consequências a pagar. Mas essa outra pessoa também deveria pagar pelas consequências. Ela cometeu um crime”, completou.

Reconstrução de laços familiares após o reencontro

O reencontro com a família biológica, no entanto, não foi simples. A adaptação foi marcada por sentimentos de confusão e distanciamento. “Foi estranho, no começo. Porque, mesmo com todo afeto, todo o amor que eu recebia, eu continuava me sentindo como se fosse uma estranha ali. Eu ansiava por afeto e aceitação. Mas eu ainda sentia um pouco a falta da primeira família. Achava que uma parte de mim tinha ficado com eles”, relatou Delimar.

Na adolescência, os efeitos do trauma vieram à tona. Ela enfrentou conflitos com os pais, abandonou os estudos, fugiu de casa e chegou a viver sob tutela do Estado. Com o tempo, no entanto, a relação com sua mãe, Luz, foi sendo reconstruída. Hoje, as duas compartilham uma conexão forte. “Acho que nunca estivemos tão próximas como agora. Honestamente, ela é minha melhor amiga e, você sabe, somos daquelas pessoas que ligam uma pra outra só para fazer companhia, ou para perguntar ‘o que você tá fazendo’? ‘Ah, eu tô lavando louça'”, finalizou Delimar.

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A página @alfinetei foi criada há cerca de 10 anos com o propósito de proporcionar entretenimento através de uma abordagem humorística, especialmente focada em comentários sobre celebridades e fofocas.