No dia 9 de agosto, imagens publicadas no Instagram mostraram uma turista bósnia realizando uma apresentação de pole dance no mastro que sustentava a bandeira turca, no topo do Castelo de Uchisar, na Capadócia. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e, em 21 de agosto, após a repercussão negativa, a influenciadora, identificada na plataforma como “blittem”, passou a ser investigada por desrespeito ao símbolo nacional, de acordo com informações confirmadas pelo gabinete do governador da região.
A denúncia foi encaminhada às autoridades locais, e o caso pode levar a uma condenação de até três anos de prisão. O episódio gerou indignação entre políticos e moradores da Turquia, que consideraram a performance ofensiva.

Emre Caliskan, deputado do partido AK Nevsehir, criticou a atitude em publicação nas redes sociais. “É um desrespeito aos nossos valores nacionais e espirituais e é completamente inaceitável”, afirmou Caliskan. Ele reforçou o tom de indignação ao acrescentar: “A bandeira é a nossa honra, a menina dos nossos olhos. Qualquer pessoa que não tenha essa consciência deve ser avisada e imediatamente intervir”.
Outros internautas também reprovaram o ato. “Sinto muito, mas a bandeira turca não é um lugar onde se possa dançar. Como é um assunto delicado para nós, espero que você entenda, obrigada”, escreveu um usuário.
A influenciadora, por sua vez, respondeu às críticas, chamando os detratores de “mente pequena”. Em uma publicação, acrescentou: “Todos os turcos que estavam naquele lugar naquele dia ficaram impressionados (com a exibição dela)”. Em sua descrição pessoal no Instagram, ela se define como “viciada em ginástica, alma dançante e amante da natureza”.
O episódio também recebeu apoio de alguns turcos. “Nada desrespeitoso, as brasileiros amam a bandeira delas, mas a usam como canga. Vá em frente, eu apoio!”, postou Can Erkan, blogueiro de viagem.
O cenário do caso
O Castelo de Uchisar, palco da polêmica, é considerado o ponto mais alto da Capadócia. Escavado em rocha vulcânica macia, foi usado por séculos como fortificação natural, abrigando câmaras e túneis subterrâneos que hoje atraem turistas de todo o mundo.
