Na sexta-feira, 15 de agosto, câmeras de segurança registraram os últimos momentos em que três mulheres foram vistas na Praia dos Milionários, em Ilhéus, no sul da Bahia. No dia seguinte, sábado, 16, elas foram encontradas mortas em uma área de mata na Praia do Sul. As vítimas são as professoras Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, e Maria Helena do Nascimento, de 41, além de Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, filha de Maria.
As três haviam saído de casa, a poucos metros da orla, para passear com um cachorro de pelagem branca. As imagens mostram que, por volta das 17h, elas caminhavam na areia próximas a barracas, acompanhadas do animal. Pouco depois, cruzaram com duas pessoas correndo à beira-mar e desapareceram do alcance da câmera.


De acordo com a Polícia Civil, as famílias relataram o desaparecimento no mesmo dia. As buscas estavam em andamento quando, na tarde de sábado, os corpos foram localizados. Alexsandra, Maria Helena e Mariana apresentavam sinais de ferimentos provocados por arma branca. O cachorro foi encontrado vivo, amarrado a um coqueiro perto das vítimas.
Até o momento, não há confirmação de outras violências ou indícios de roubo. O Núcleo de Homicídios de Ilhéus conduz as investigações, e as gravações de câmeras de segurança serão recolhidas para análise.
Nome de motorista circula em boatos
Enquanto a polícia ainda não identificou suspeitos, o motorista de aplicativo William Santos Souza, de 36 anos, procurou a delegacia após ter o nome associado ao crime em mensagens que circulavam nas redes sociais. Fotos de seu perfil em uma plataforma de transporte foram compartilhadas em grupos de WhatsApp de Ilhéus, apontando-o falsamente como responsável pelo triplo homicídio.
“Estou nessa noite na delegacia porque alguém infelizmente teve a boa vontade de sair postando um print de minha conta como se eu fosse o criminoso que ocasionou aquela tragédia na Zona Sul”, afirmou William em vídeo divulgado nas redes sociais.
Ele reforçou que não conhece as vítimas e que pode comprovar onde esteve durante todo o dia do crime. “Vim aqui na delegacia dar uma queixa, fazer minha defesa e dizer que não tenho nada a ver com isso. Não conheço esse pessoal que foi assassinado, tenho álibi de onde eu estava ontem o dia todo, tenho testemunha”, relatou.
O motorista ainda destacou que as falsas acusações resultaram em ameaças contra ele e sua família. “Esse tipo de brincadeira é sacanagem, por causa de um negócio desses você acaba estragando a vida de um cidadão de bem. Podia estar rodando, ganhando meu dinheiro, mas tenho que fazer registro da ocorrência aqui para me resguardar. Vou fazer o que agora? Cheio de ameaça em cima de mim. Recebi mais de não sei quantas mensagens no WhatsApp me perguntando o que tinha acontecido, e nem eu sabia. Está todo mundo de minha família desesperado”, acrescentou.
