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Versão genérica do Ozempic poderá ser vendida por valor impressionante; VEJA

Pesquisa indica redução expressiva no preço da semaglutida após fim da patente do medicamento no Brasil
Versão genérica do Ozempic poderá ser vendida por valor impressionante; VEJA

Pesquisadores divulgaram nesta quinta-feira (6) um estudo que aponta possibilidade de versões genéricas de medicamentos baseados em semaglutida, como Ozempic e Wegovy, chegarem ao mercado com preço inferior a US$ 3 por mês, valor equivalente a cerca de R$ 15,82. A análise considera custos de produção e distribuição e indica potencial ampliação do acesso ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade em diversos países. As informações são do O Globo.

O trabalho científico conduzido por pesquisadores da Universidade de Liverpool avaliou custos associados à fabricação da semaglutida injetável. A estimativa indica preço anual entre US$ 28 e US$ 140, valores aproximados entre R$ 147,62 e R$ 738,12.

Pesquisa analisa impacto do fim da patente da semaglutida

A análise comparou valores estimados com preços praticados atualmente em alguns mercados. Nos Estados Unidos, a tabela oficial da farmacêutica indica cerca de US$ 1.027,51 por ano para Ozempic e aproximadamente US$ 1.349 para Wegovy. A empresa informou intenção de reduzir ambos para US$ 675 a partir de janeiro.

Venda direta ao consumidor nos Estados Unidos apresenta valores menores. A maioria das doses de Wegovy possui custo mensal em torno de US$ 349. No Brasil, tratamento mensal com Ozempic pode alcançar R$ 1.299,70 e terapia com Wegovy pode chegar a R$ 2.504,02.

Pesquisadores afirmaram que versões genéricas devem chegar a grandes mercados ainda em 2026. Índia, China, Canadá e Brasil aparecem entre os países citados. Analistas avaliam que competição entre fabricantes pode reduzir o custo mensal para cerca de US$ 15 em alguns mercados.

“Isso permite uma escala muito maior de tratamento. O preço baixo dá aos países a perspectiva de tratar toda a sua população”, diz Andrew Hill, pesquisador visitante sênior da Universidade de Liverpool que ajudou a liderar o estudo.

A equipe calculou custos com base em registros de envio de insumos utilizados na produção da semaglutida durante 2024 e 2025. O levantamento também incluiu despesas com embalagem, tributos e margem de lucro.

Estimativa dos pesquisadores aponta que o ingrediente ativo representa parcela pequena do custo total. O componente pode variar entre 1 e 12 centavos de dólar por dose nas versões injetáveis. Dispositivos de aplicação podem custar de 30 centavos até US$ 2,50 por unidade.

Versões em comprimidos apresentam custo maior. A projeção indica valores anuais entre US$ 186 e US$ 380.

Pesquisadores destacaram que ampliação da produção em larga escala de dispositivos de aplicação terá papel decisivo na redução de preços. O estudo foi divulgado como preprint e ainda aguarda publicação em revista científica com revisão por pares.

Patente da semaglutida termina em março no Brasil

A proteção de patente da semaglutida no Brasil termina em 20 de março. A substância atua como princípio ativo de medicamentos como Wegovy, Rybelsus e Ozempic.

O encerramento da exclusividade após duas décadas permitirá desenvolvimento de versões por outros laboratórios farmacêuticos. As formulações precisarão passar por avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A agência verifica critérios de qualidade, segurança e eficácia antes da liberação de versões equivalentes ao medicamento original. O Ministério da Saúde solicitou prioridade na análise das versões produzidas por laboratórios nacionais.

Laboratórios já encaminharam pedidos de avaliação à agência reguladora antes do término da patente. O processo de análise pode ocorrer antes do fim da proteção legal, porém comercialização somente pode acontecer após encerramento do prazo de exclusividade.

alfinetei

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