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VÍDEO: ‘Precisei fingir estar morta’, revela médica espancada por namorado fisiculturista em SP

Samira Khoury detalha violência sofrida pelo ex-namorado e enfrenta sequelas permanentes
VÍDEO: ‘Precisei fingir estar morta’, revela médica espancada por namorado fisiculturista em SP

No dia 20 de julho, a médica Samira Khoury, de 27 anos, foi vítima de agressões violentas praticadas pelo então namorado, o fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro, de 24 anos. O episódio ocorreu em São Paulo, logo após a comemoração de seu aniversário. A violência deixou a vítima com fratura no crânio, múltiplas lesões no rosto e perda definitiva da visão em um dos olhos. Um mês depois, Samira decidiu falar sobre o caso e descreveu os momentos de terror que viveu. “Durante as agressões, o Pedro quebrou todas as estruturas que seguram o meu globo ocular, além de vários ossos da minha face”, relatou.

Em entrevista ao programa Fantástico, Samira contou que, após sair de uma balada acompanhada de Pedro, retornou sozinha ao apartamento alugado na cidade. Horas mais tarde, ele chegou alterado e desferiu o primeiro golpe. “Eu caí no chão e não lembro de mais nada”, disse. Quando recobrou a consciência, ainda estava sendo espancada. Para tentar sobreviver, fingiu estar desacordada, mas continuou recebendo socos. “Quando ele me socava no rosto, sentia uma dor como se alguém estivesse me tirando a vida”. Depois de cerca de seis minutos de agressões, Pedro deixou o local levando o celular da vítima. Vizinhos ouviram os gritos e chamaram socorro. A polícia encontrou Samira inconsciente. Ao comentar o caso, a delegada Débora Lázaro afirmou: “Nunca vi fotos tão tristes de se ver. Ela está muito agredida, o rosto destruído”.

Tentativa de feminicídio e processo judicial

Preso em flagrante, Pedro declarou que fazia uso de anabolizantes, medicamentos controlados e sofria de instabilidade emocional. Ainda assim, a Justiça converteu a prisão em preventiva. “O crime se revestiu de violência exacerbada, brutalidade incomum. O modus operandi denota covardia, descontrole emocional e periculosidade concreta”, registrou o juiz responsável. A defesa anunciou que recorrerá, mas a advogada Gabriela Mansur sustentou: “Não ter feito nada para salvar pedindo ajuda demonstra inequivocamente que se trata de uma tentativa de feminicídio”. A mãe de Samira, Fabiana Mendes, também desabafou: “Nunca pensei que fosse acontecer isso com ela. Tive muita crise de choro ao ver minha filha naquele estado”.

Sequelas e reconstrução de vida

Atualmente, Samira enfrenta as consequências físicas e emocionais do crime. O lado esquerdo de seu rosto permanece paralisado, a visão foi comprometida e novas cirurgias estão previstas. A médica está afastada da profissão e da pós-graduação. Ela revelou ainda que pretende retirar tatuagens com o nome do agressor. “Chega a ser irônico que eu tenho o nome de alguém que tentou me matar na minha pele”, disse.

Refletindo sobre o relacionamento, Samira reconheceu que já havia sinais de comportamento abusivo. “Ele nunca tinha me batido, mas era agressivo com objetos e controlava meu celular. Ignorei isso”. Apesar das marcas permanentes, a médica afirma que deseja Justiça. “A sequela emocional vai ficar pra sempre comigo. Quero que ele responda pelo que fez. Não pode ter chance de terminar o que começou”.

alfinetei

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