Preta Gil, cantora de 50 anos, voltou ao hospital na quarta-feira (23) para continuar o tratamento contra o câncer. A artista aproveitou para remover a bolsa de quimioterapia que utiliza em casa para a aplicação contínua do medicamento.
“Continuo com minha bolsinha de químio. Às 3h da tarde ela deve apitar. Já estarei no hospital para tirá-la. Eu acho que as minhas oncologistas foram certeiras nesses antieméticos que eu tomei de ontem para hoje. Melhorei muito”, contou a cantora em suas redes sociais.




A cantora, que está em tratamento contra um câncer colorretal desde janeiro do ano passado, foi diagnosticada com dois linfonodos, uma metástase e um nódulo no ureter. Em setembro, Preta já havia comentado sobre o uso da bomba de infusão: “Já estou em casa desde ontem, vim com a bombinha de infusão de quimioterapia. Tem dois modelos, tem esse modelo que a gente optou, que achamos melhor que o outro.”
Entendendo o funcionamento da bomba de quimioterapia
Em entrevista, Maria Cecília Mathias, oncologista da Oncoclínicas, explicou como funciona a bomba portátil que Preta Gil utiliza. Ela explicou que o dispositivo, conhecido como bomba de quimioterapia, faz a infusão contínua do medicamento, permitindo que o paciente receba o tratamento em casa, sem a necessidade de internação.
Substituição e duração do tratamento
Segundo a especialista, o tempo de uso da bomba varia de acordo com o esquema de quimioterapia de cada paciente. “Ela precisa ser trocada, sim, então, a cada período de quimioterapia que fazemos com o paciente, ela é trocada. Isso vai variar de acordo com o esquema de quimioterapia vigente do paciente.”
A oncologista também explicou que a bomba geralmente fica instalada por um período de 24 a 48 horas, permitindo que o paciente siga sua rotina com maior mobilidade.
O perfil dos pacientes que utilizam a bomba de quimioterapia
Maria Cecília Mathias ainda esclareceu que a bomba é indicada para pacientes que necessitam de infusão contínua, como no caso de tumores digestivos e outros tipos de câncer. O uso de um cateter venoso permanente é essencial para a administração segura do medicamento.
Quimioterapia em casa: benefícios e riscos
Uma das principais vantagens do uso da bomba é que o paciente pode seguir com suas atividades diárias. “O paciente segue sua vida normalmente e fica com essa quimioterapia infundindo”, ressaltou a oncologista. No entanto, como qualquer procedimento, há riscos, como a possibilidade de o cateter se desconectar ou ocorrer extravasamento do medicamento, embora isso seja raro.
Mobilidade e monitoramento
Mesmo com o tratamento em andamento, o paciente pode sair de casa e manter uma vida relativamente normal. “O paciente com certeza pode sair de casa. Inclusive, nós orientamos a maioria dos pacientes para que eles levem a vida mais normal que conseguirem.” A oncologista também destacou que, embora não seja necessário monitoramento contínuo, os pacientes são bem instruídos sobre os cuidados necessários durante o uso da bomba.
Atividades durante o tratamento
Além de poder sair de casa, os pacientes podem realizar atividades físicas leves e seguir com sua rotina, desde que respeitem as recomendações médicas. “Temos alguns pacientes que, inclusive, trabalham de forma habitual, se movimentam em casa, seguem protocolos de fisioterapia, caminham enquanto estão infusionando”, concluiu Mathias.
