Na quinta-feira (22/10), o vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, declarou que a Argentina é, no momento, a nação mais alinhada aos Estados Unidos. A declaração foi feita em Buenos Aires, última escala de uma viagem do funcionário de Donald Trump pela América do Sul.
“Acredito que não há outro país em todo o mundo com o qual estejamos tão alinhados quanto com o governo da Argentina”, disse ele durante uma entrevista coletiva na sede do Ministério das Relações Exteriores argentino, onde se reuniu com Pablo Quirno, chanceler do governo de Javier Milei.




O número dois da pasta comandada por Marco Rubio disse ainda que a Argentina tem recursos para ser uma “superpotência econômica”. E continuou: “Somos muito gratos ao governo atual e esperamos que possamos continuar neste caminho de mais investimento, mais prosperidade e de criação de um ciclo muito positivo”.
A fala ocorre dois dias após Peter Lamelas, embaixador americano em Buenos Aires, condicionar o apoio dos EUA à continuidade de um governo de direita no país. O funcionário discursava a empresários em Neuquén, cidade no centro da Argentina.
“Estamos prontos para continuar impulsionando e financiando, a partir dos EUA e para além de 2027, caso a Argentina continue avançando, e nunca retrocedendo”, afirmou, antes de explicar o que seria retroceder para Washington: “Estamos apoiando este governo, o governo de Milei, e o povo argentino, desde que sigam na direção correta: a direção à direita, e não à esquerda”.
lógica
A lógica faz parte de uma estratégia mais ampla de Trump na América Latina, região que nos últimos meses passou por uma onda de vitórias da direita e da ultradireita – algumas delas apoiadas pelo republicano, embora a efetividade do respaldo seja indefinida. A própria Argentina foi uma delas.
Há um ano, em outubro de 2025, o Milei teve ajuda de Trump para alcançar uma surpreendente vitória nas eleições legislativas. Naquele mês, seu partido, o “A Liberdade Avança”, enfrentou uma eleição em meio a queda do peso argentino e um novo escândalo envolvendo um aliado do ultraliberal, mas conseguiu 64 das 127 cadeiras em jogo na Câmara dos Deputados e 13 das 24 disputadas no Senado.
