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Petróleo dispara e chega a ultrapassar US$ 105 após novas ameaças de ataques dos EUA ao Irã

Os republicanos de Trump correm o risco de perder o controle das duas casas do Congresso e a volta das ofensivas poderia ajudar a atrair votos
Petróleo dispara e chega a ultrapassar US$ 105 após novas ameaças de ataques dos EUA ao Irã

Na quinta-feira (8), o preço do petróleo chegou a subir mais de 5%, e as ações caíram em meio a novos receios inflacionários. Isso ocorreu após a revista The Atlantic relatar que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria pensando em realizar novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro.

O barril Brent, referência global, atingiu a máxima diária de US$ 105,9 por volta das 12h30 (horário de Brasília), uma alta de 5,70% em relação ao dia anterior. Foi o maior valor desde 24 de setembro, quando a cotação estava em US$ 108,23.

Petróleo

Em seguida, a alta perdeu ritmo e o Brent fechou a sessão a US$ 104,13, uma valorização de 3,92%.O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 91,18, alta de 3,29%, ao fechamento.

O petróleo havia começado a semana em baixa com os sinais de que as exportações do Oriente Médio estavam voltando aos níveis anteriores à guerra e de que os países do G7 haviam concordado em liberar parte de suas reservas de emergência.

Mas a apreensão voltou depois que dados indicaram que o regime do Irã havia intensificado os ataques a navios-tanque no estreito de Hormuz, somado a ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, a aeroportos da Arábia Saudita. Para completar, o preço disparou nesta quarta com a ameaça dos EUA de retomar os ataques.

A revista The Atlantic informou que a Casa Branca pediu ao Pentágono que elaborasse opções para atacar instalações no Irã antes das eleições de meio de mandato. Os republicanos de Trump correm o risco de perder o controle das duas casas do Congresso e a volta das ofensivas poderia ajudar a atrair votos.

Reportagem

A reportagem afirmou que a dimensão e os alvos dos ataques ainda estavam sendo discutidos, mas acrescentou que uma operação mais ampla poderia estar sendo planejada para depois da votação de 3 de novembro.

Segundo a publicação, porém, os defensores da medida não acreditam que os ataques levariam Teerã à mesa de negociações ou resultariam na reabertura de Hormuz. A intenção, segundo as pessoas ouvidas, seria demonstrar força às vésperas da votação.

O número de embarcações que cruzaram o estreito de Hormuz caiu para o menor nível em mais de dois meses devido aos ataques na região. Sete navios de transporte de commodities atravessaram o local na terça-feira (6), o menor número desde 23 de julho, mostraram dados da empresa de análise Kpler.

Além disso, os negociadores mostraram preocupação com o anúncio da Chevron e da Shell que vão reduzir a produção de petróleo nos EUA devido à chegada do furacão Isaias, que aumentou de intensidade a 715 km ao sul-sudoeste da foz do rio Mississippi e se tornou o primeiro furacão da temporada atlântica de 2026.

alfinetei

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