A apreensão de uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro voltou a gerar repercussão política e jurídica. Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, o ex-presidente afirmou que não poderia permanecer desarmado durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária porque havia “três mulheres em casa”.
A declaração foi mencionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em despacho divulgado nesta quarta-feira (24). O magistrado determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a possibilidade de Bolsonaro ter cometido uma falta grave relacionada ao cumprimento da pena.




Arma foi encontrada durante blitz no Distrito Federal
A investigação teve início após uma pistola Glock calibre 9 mm, registrada em nome de Jair Bolsonaro, ser localizada durante uma abordagem da Lei Seca em Taguatinga, no Distrito Federal.
O armamento estava em um veículo conduzido pelo sargento Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a arma não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte regular.
Em depoimento, o militar declarou que levava a pistola para manutenção após identificar uma falha mecânica e que pretendia devolvê-la posteriormente ao ex-presidente. O caso segue sob análise das autoridades.
