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Eduardo Bolsonaro cogita disputar Presidência em 2026

Deputado impõe apoio do pai e “isolamento” de Moraes como condições para lançar candidatura
Eduardo Bolsonaro cogita disputar Presidência em 2026

Na quarta-feira, 6 de agosto, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que pode se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2026. Ele condicionou a possível candidatura ao apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e à necessidade de enfraquecer politicamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo Eduardo, sua participação na corrida presidencial depende diretamente de avanços em pautas que ele considera fundamentais, como anistia e o que chamou de “resgate da normalidade democrática”. Para isso, acredita ser necessário isolar politicamente Moraes. “Tenho que ter sucesso nessa questão de resgate da normalidade democrática no Brasil e no isolamento do Alexandre de Moraes, na anistia, em todas essas pautas. Porque isso daria tranquilidade para eu voltar ao Brasil sem ser preso. Se, nesse cenário, Jair Bolsonaro quiser me apoiar, eu sairia candidato a presidente da República”, disse Eduardo.

Tensão com aliados e disputa por espaço no campo da direita

Apesar da intenção de disputar o Planalto, Eduardo reconheceu que seu pai segue fora da disputa por estar inelegível. Jair Bolsonaro atualmente cumpre prisão domiciliar após desrespeitar medidas cautelares. Além disso, o julgamento relacionado à tentativa de golpe pode agravar ainda mais sua situação jurídica. Diante desse cenário, aliados do ex-presidente, incluindo Eduardo, têm buscado espaço para manter a influência do bolsonarismo ativa na política nacional.

O deputado também falou sobre as disputas internas dentro do grupo político de direita, citando nomes como Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos considerados possíveis concorrentes numa eventual disputa. Ele evitou críticas diretas a Nikolas, alegando que prefere não criar conflitos dentro do grupo. Já em relação a Tarcísio, foi mais incisivo. “Com relação ao Tarcísio, cada um tire suas conclusões. Ele ainda acredita numa estratégia de diálogo, mas eu não acredito, pois foi infrutífero no passado”, afirmou Eduardo.

Mesmo com planos eleitorais, o deputado não pretende retornar ao Brasil no momento. Desde fevereiro, ele vive nos Estados Unidos, alegando receio de ser preso. Lá, atua nos bastidores políticos, defendendo sanções contra autoridades brasileiras e acompanhando de longe os rumos da política nacional.

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