Nesta quinta-feira (6), os Estados Unidos anunciaram que aumentarão a supervisão das redes sociais de cidadãos estrangeiros que pedem vistos, incluindo jornalistas, como parte do endurecimento da política de imigração do presidente Donald Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, compartilhou no X uma reportagem do veículo “Daily Signal” segundo a qual o Departamento de Estado ampliou a fiscalização das redes sociais para outros tipos de vistos destinados a estrangeiros.




“A análise dos perfis online tem como objetivo permitir que os solicitantes demonstrem que cumprem os requisitos para obter um visto de acordo com a legislação dos Estados Unidos e garantir que nenhuma pessoa represente um risco para a segurança dos Estados Unidos”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.
Essa exigência já se aplica a diversos tipos de vistos para entrada nos Estados Unidos, entre eles os de estudantes estrangeiros e participantes de programas de intercâmbio cultural, que devem alterar as configurações de seus perfis para torná-los públicos.
A partir de agora, ela também será aplicada a jornalistas estrangeiros e a determinados cidadãos do México e do Canadá. A política é criticada por ONGs, que invocam a proteção da privacidade.
‘Prioridade’
O presidente americano fez do combate à imigração clandestina uma prioridade, promovendo deportações em massa de imigrantes em situação irregular, mas também restringiu de forma significativa a entrada legal de cidadãos estrangeiros. “Ter um visto é um privilégio, e não um direito”, costuma repetir o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Além disso, segundo novas regras que devem entrar em vigor em breve, a menos que o Congresso as bloqueie, jornalistas estrangeiros terão sua permanência nos Estados Unidos limitada a 240 dias – cerca de oito meses –, embora possam solicitar renovações por períodos iguais.
